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Aliança de Alckmin com Centrão é ‘reedição da tragédia’, diz Alvaro Dias

Cotado para chapa tucana, senador negocia com autor dos impeachments de Collor e Dilma para a sua própria vice

Por Guilherme Venaglia Atualizado em 31 jul 2018, 21h49 - Publicado em 31 jul 2018, 20h38

Os planos do pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, de contar com o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) como vice na sua chapa estão a cada dia mais distantes. Dias, que será lançado ele próprio candidato a presidente pelo Podemos, demonstrou nesta terça-feira, 31, ser severamente crítico às alianças que Alckmin fechou para as eleições deste ano. Ele é visto como uma boa opção para alavancar o tucano na região Sul.

“[A aliança de Alckmin com o Centrão] É a reedição da tragédia que nós estamos vivendo. É a fotografia do sistema atual, que nós queremos mudar quando falamos em refundação da República”, afirmou o senador, durante um evento em São Paulo. “Acho que ficou visível para a população: aqueles que concordam com o sistema vigente atualmente devem dar sustentação a ele, mas os que entendem que o sistema fracassou e que não há esperança que ele se reabilite, tem outra alternativa”, completou.

Dias inaugurou as sabatinas que o escritório Nelson Willians e Advogados vai promover entre clientes e advogados com os candidatos à Presidência. As críticas ao PSDB no evento foram puxadas pelo principal nome do Podemos em São Paulo, o vereador Mário Covas Neto, filho do ex-governador Mário Covas e candidato ao Senado – ele também um ex-tucano. O presidenciável, questionado, as corroborou.

Sobre a sua própria chapa, Alvaro Dias confirmou que o jurista Miguel Reale Júnior, autor dos pedidos de impeachment contra os ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff e filiado ao Podemos, está cotado para a vaga de vice. Ele, no entanto, disse que há negociações até o próximo domingo e que a preferência ainda será por uma coligação com um outro partido.

Para a economia, Dias apresentou uma nova proposta da sua campanha aos advogados: se eleito, vai cortar 10% dos gastos do governo federal em seu primeiro ano. Nas despesas em que não for possível cortar (como aposentadorias e salários), o valor será calculado e o corte será amplificado em outras áreas. O objetivo é zerar o déficit, que neste ano está previsto em 161 bilhões de reais, já em 2019 e promover superávit a partir de 2020.

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