Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Aliado de Bolsonaro comanda aproximação com a ‘comunista’ Venezuela

Senador Chico Rodrigues preside grupo que tenta reconstruir relações com autoridades do governo do ditador Nicolás Maduro

Por Leonardo Caldas Atualizado em 21 jun 2022, 21h06 - Publicado em 22 jun 2022, 07h03

Desde março de 2020 o Brasil não possui mais nenhuma representação diplomática na Venezuela e nem sinais que possam indicar a retomada de uma relação do Executivo brasileiro com a chancelaria do país vizinho. Aliado de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro, o senador Chico Rodrigues (União-RR), no entanto, tomou para si a missão de tentar aproximar, via Congresso, o governo brasileiro de aliados do ditador Nicolás Maduro, figura de proa nos discursos bolsonaristas contra um suposto avanço comunista na América do Sul. Rodrigues ficou conhecido no noticiário político após ter sido flagrado com cerca de 30.000 reais dinheiro escondido nas roupas íntimas durante uma batida da Polícia Federal, que investigava suspeita de desvio de dinheiro público em Roraima.

Oficialmente, o político justificou a “missão Venezuela”, que durou uma semana e se encerrou nesta terça-feira 21, como uma retribuição à “cortesia” de congressistas do país vizinho, que em maio realizaram reuniões de trabalho no Congresso. Na época, a comitiva venezuelana incluía uma parlamentar aliada de Maduro e alvo de sanções internacionais por corrupção e violação de direitos humanos.

“O presidente da República e o Ministério das Relações Exteriores ditam a política externa. Nós estamos apenas aproveitando um canal de diálogo para fazer diplomacia”, justifica Rodrigues, que aponta que somente o estado de Roraima comercializa 2.500 mil carretas mensais de alimentos ao país vizinho. As exportações brasileiras à Venezuela chegaram ao ápice entre 2014 e 2015, com cerca de 5 bilhões de dólares por ano – hoje não passam de 300 milhões.

O Brasil é hoje, ao lado da Colômbia, o único país sul-americano que não mantém relações diplomáticas com Maduro. Tampouco dá suporte ao contingente de cerca de 20.000 brasileiros residentes no país. A partir de agosto, porém, Bolsonaro estará sozinho na região. É que o primeiro presidente colombiano de esquerda, Gustavo Petro, eleito no domingo, 21, prometeu ainda na campanha retomar contato formal com o Palácio Miraflores.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)