Alexandre de Moraes libera visitas de Carlos e Jair Renan a Bolsonaro
Flávio Bolsonaro ficou de fora da decisão e só poderá ver o pai em outubro; ministro alertou que desobediência pode levar ex-presidente de volta para a prisão
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta sexta-feira, 21, Jair Renan e Carlos Bolsonaro para voltarem a visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está cumprindo pena em regime domiciliar. O motivo dessa decisão foi o término do prazo pelo qual as visitas estavam suspensas. Já a vedação para os encontros com Flávio Bolsonaro continua valendo.
“Autorizo a retomada do regime de visitas permanentes de Carlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Valle Bolsonaro, nos mesmos horários, condições e medidas de segurança anteriormente fixados, estando vedada a finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado, nos termos da decisão de 17/7/2026. Todas as demais visitas deverão ser previamente autorizadas pelo juízo”, diz trecho da decisão.
O Zero Um só poderá visitar o pai novamente em outubro, depois do primeiro turno das eleições. Moraes proibiu as visitas dele em julho, depois de Flávio ler, durante uma live, um documento chamado “Carta aos Brasileiros”, que foi escrito à mão pelo ex-presidente, direcionado ao público. Moraes entendeu que foi uma forma de burlar a proibição do falar com o público.
Na decisão desta sexta, Moraes deixou um alerta: ele afirmou que se alguma regra da prisão domiciliar for descumprida, Bolsonaro pode ser enviado de volta ao regime fechado. “Ressalte-se que a estrita observância de todas as condições fixadas por lei e pelas decisões judiciais constitui pressuposto para a manutenção do regime de cumprimento atualmente deferido, de modo que eventual descumprimento poderá ensejar a imediata reavaliação do benefício concedido, com a adoção de medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado”, diz outro trecho da decisão.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro não foi mencionado. Ele está nos Estados Unidos desde o começo do ano passado e responde a outras ações criminais no Supremo Tribunal Federal. Recentemente, ele conseguiu um green card, que o permite residir por prazo indeterminado no país.







