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Alexandre de Moraes assume presidência do Supremo durante recesso judiciário

Ministro, que já é vice-presidente da Corte, ocupará a partir de sexta, 17, cadeira de Edson Fachin

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jul 2026, 13h09
Alexandre de Moraes assume presidência do Supremo durante recesso judiciário Priorizar nos meus resultados Google

O ministro Alexandre de Moraes assumirá, de forma interina, a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de sexta-feira, 17, até o fim do recesso judiciário do meio do ano, no dia 31 de julho. O magistrado, que já é vice-presidente da Corte, vai ocupar a cadeira de Edson Fachin durante as duas semanas em que ele ficará de férias.

O presidente do Supremo não faz parte de nenhuma das Turmas e é responsável pelo controle da pauta. Caso algum julgamento dê empate, ele dá o voto de qualidade e age como relator dos processos em algumas situações específicas — podendo, por exemplo, tomar decisões urgentes durante o recesso e negar seguimento a habeas corpus que não sejam de competência do STF.

Além disso, outra atribuição importante da presidência é fazer a representação institucional do STF. Ele vai a reuniões e dialoga com os outros Poderes em nome de todos os membros da Corte. Durante todo o mês de julho, o Supremo entra em recesso e não tem sessões de julgamento, nem presenciais e nem virtuais. Os trabalhos voltam ao ritmo normal no dia 3 de agosto.

Isso não significa, contudo, que o Tribunal fica parado. Alguns ministros vão parar durante trinta dias (neste ano, Cármen Lúcia e Luiz Fux), enquanto outros atuarão de forma mais restrita. Dias Toffoli vai analisar apenas reclamações (cíveis e criminais), petições, inquéritos e mandados de segurança. Cristiano Zanin, apenas inquéritos e ações penais.

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Moraes, Gilmar Mendes, Nunes Marques, André Mendonça e Flávio Dino continuam trabalhando normalmente durante todo o mês de julho. Eles têm sob sua relatoria vários casos sensíveis e complexos: os cumprimentos de pena no caso do golpe de estado, incluindo o de Jair Bolsonaro (Moraes), emendas parlamentares (Dino), as fraudes do Banco Master e o do INSS (Mendonça). Esse último caso, inclusive, teve seu inquérito na Polícia Federal concluído esta semana.

 

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