Alessandro Vieira: ‘Alguns’ ministros do STF podem ser alvo de impeachment
Senador afirma que vê indícios de crime de responsabilidade e defende devido processo legal
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), candidato à reeleição, afirmou que existem “fortes indícios de crime de responsabilidade” envolvendo três ministros do Supremo Tribunal Federal e defendeu que alguns deles possam ser submetidos a impeachment após o devido processo. Em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, ele também falou sobre a tramitação das PECs da Segurança Pública e do fim da escala 6×1 e declarou apoio a Ronaldo Caiado no primeiro turno da eleição presidencial. (Este texto é um resumo do vídeo acima)
Vieira relembrou sua atuação como relator da CPI do Crime Organizado. Segundo ele, o relatório que apresentou sugeria o indiciamento, por crime de responsabilidade, de quatro pessoas: os ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O relatório, porém, não foi aprovado.
Questionado sobre impeachment de ministros do Supremo, Vieira respondeu que, “depois do devido processo”, não tem dúvida de que alguns poderiam ser alvo da medida. Ele comparou a possibilidade ao impeachment de presidentes da República e afirmou que ministros do STF “são seres humanos e podem cometer crimes”. Na avaliação do senador, porém, a atual legislatura, que termina em fevereiro de 2027, “não tem autonomia nem envergadura” para conduzir esse enfrentamento.
O enfrentamento com o Supremo será usado na campanha?
Vieira negou que pretenda transformar o embate com o STF em estratégia eleitoral. “Uma campanha de reeleição deve estar focada em prestação de contas: o que você fez e que projetos aprovou”, afirmou. Para o senador, o confronto com a Corte é apenas uma das ações de seu mandato.
O que Vieira espera das PECs da Segurança e da escala 6×1?
Segundo o senador, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encaminhou as propostas para as comissões e a PEC da Segurança Pública pode avançar mais rapidamente. De acordo com ele o texto já avançou de maneira significativa e eventuais alterações devem ser pequenas, em sua maioria de redação. Ele atribuiu parte do avanço ao relator da proposta na Câmara, deputado Mendonça Filho, e disse acreditar que o Senado terá facilidade para analisar a matéria.
Vieira avaliou que a proposta que prevê o fim da escala 6×1 tende a tramitar mais lentamente porque o Senado deverá discutir mecanismos de compensação para pequenos empregadores. Para Vieira, a PEC tem apoio suficiente para ser aprovada, mas dificilmente passará pelo Senado antes das eleições. “Teria que ser feito um esforço muito grande”, afirmou. O senador disse ainda que, apesar do calendário de sessões presenciais, os parlamentares poderiam ser convocados para discutir e votar a matéria.
Em quem Vieira pretende votar para presidente?
Na disputa presidencial, o senador afirmou que não se considera alinhado à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Vieira declarou que seu voto no primeiro turno será em Ronaldo Caiado, que, segundo ele, reúne qualidades para uma nova gestão do país.
Sobre a possibilidade de um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Vieira afirmou que pretende analisar as propostas antes de definir sua posição. “Nenhum dos dois representa aquilo que eu quero para o Brasil”, disse.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







