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Além do mau desempenho, Bolsonaro tem outro problemão entre as mulheres 

As bolsonaristas são as mais propensas a mudar de voto, segundo pesquisa Genial/Quaest

Por Caio Sartori, Sofia Cerqueira Atualizado em 19 jun 2022, 08h42 - Publicado em 18 jun 2022, 07h00

É sabido que o presidente Jair Bolsonaro (PL) passa por uma forte dor de cabeça no eleitorado feminino: recebe apenas 22% dos votos, menos da metade que os 50% de Lula (PT). Pesquisa Genial/Quaest com recortes exclusivos feitos para VEJA, que embasa reportagem especial da edição desta semana, mostra agora que ele também tem um problema dentro da sua própria parcela de mulheres. As bolsonaristas são as eleitoras com o voto menos cristalizado – 36% das que querem hoje a reeleição do mandatário assumem que ainda podem mudar de opinião. 

O percentual de volatilidade é o mais alto de um presidenciável entre as mulheres, que são maioria do eleitorado e, no quadro geral, têm o voto menos cristalizado que os homens. Esses aspectos as tornam decisivas para o pleito deste ano. “A escolha delas é cada vez mais relevante. O lado que tomarem vai determinar o vencedor nas urnas”, avalia Felipe Nunes, CEO da Quaest e professor de ciência política da UFMG.

Das eleitoras de Lula, 25% dizem que podem mudar, mesmo número das “nem-nem”. No total, 40% das eleitoras ainda estão “costeando o alambrado” – um percentual puxado para cima justamente por causa das bolsonaristas. Os homens, por sua vez, registram 11 pontos a menos que elas no dado que mede a possibilidade de mudar de voto: 29%.

Bolsonaro tem tentado atrai-las por meio da inserção de propagandas na televisão. Outro movimento recente, encabeçado pelo centrão, passa por colocar a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP) como vice da chapa, em vez do general Braga Netto.

A pesquisa da Quaest ouviu 2 000 pessoas nos 27 estados, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-03552/2022.

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