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Além da PF, auditorias de Couto aumentam tensão entre políticos do Rio

Pente-fino em contratos virou novo "fantasma" após operação do MP com base em informações do governo

Por Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jul 2026, 17h02
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A operação do Ministério Público do Rio contra um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole elevou a tensão numa parcela importante da classe política fluminense, já assustada com as ações da Polícia Federal. Isso porque a prisão do presidente da autarquia, Davi Perini Vermelho, o Didê, é resultado de uma das auditorias do governo Ricardo Couto. E há muitas em curso, em todas as pastas do estado. A expectativa agora no meio político é de um efeito dominó, com mais informações levantadas nesse pente-fino indo parar nas mãos do MP, gerando novas operações.

No caso do Instituto Rio Metrópole, responsável por gerenciar projetos na Região Metropolitana, onze pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro. Ao lado de Didê, político da Baixada Fluminense que gerenciava no instituto recursos provenientes do leilão da Cedae, outro preso é Maurício Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch, integrante da “tropa de choque” do PL na Alerj. Maurício foi diretor de planejamento e projetos do IRM e membro da comissão de licitação da instituição. Nora dele, Amanda Íthala Santos da Paschoa era gestora de contratos do órgão e também teve a prisão decretada.

Uma fonte do campo da direita do Rio disse a VEJA que essa mesma operação “ainda pode respingar” em outros políticos. E, se outras auditorias seguirem o mesmo caminho, mais gente pode virar alvo, já que boa parte das secretarias estaduais estava na gestão de Cláudio Castro (PL) sob o domínio de deputados da sua base. A VEJA, Couto afirmou que “certas secretarias foram cedidas a deputados cujo interesse é controlar a máquina. Elas se tornaram feudos com vistas à reeleição e tomaram rumos inadequados”.

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