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Alckmin: ‘trem pode descarrilar’ com carga mais para direita ou esquerda

Em evento do setor ferroviário, ex-governador se colocou como alternativa de centro e arriscou trocadilho: "o Brasil 'trem' jeito"

Por Estadão Conteúdo 15 jun 2018, 12h01

O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, aproveitou a entrega de um prêmio do setor ferroviário, na noite de quinta-feira (14), na capital paulista, para tentar se mostrar, mais uma vez, como alternativa viável de centro nessas eleições presidenciais — sobretudo para aqueles que não desejam uma polarização entre a esquerda e a direita.

No discurso de agradecimento que fez após receber o prêmio Ferroviário do Ano, concedido pela “Revista Ferroviária”, o tucano destacou: “Quando uma carga está muito à direita ou quando está muito à esquerda, o trem descarrila”, arrancando risos da plateia e concluindo com um trocadilho: “O Brasil ‘trem’ jeito.”

Sob pressão de aliados por não deslanchar nas pesquisas, Alckmin tem se movimentado para conter as críticas internas do PSDB e reforçar o diálogo com setores da sociedade e com outros partidos. Nesses últimos dias, apresentou o ex-governador de Goiás Marconi Perillo como coordenador político da pré-campanha e se reuniu com o presidente do PROS, Eurípedes Junior, e com o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, líder do Solidariedade.

A maior esperança, no entanto, reside no DEM. “É tudo que queremos”, disse o próprio Alckmin na quarta-feira (13) em evento em Santa Catarina. Nesta quinta, durante a cerimônia que oficializou a aliança entre tucanos e demistas para a disputa do Palácio dos Bandeirantes, Doria afirmou que trabalhará para construir uma ampla aliança nacional em torno de uma única candidatura. “Obviamente e preferencialmente em torno de Alckmin” acrescentou.

  • Aliança

    Apesar do interesse em uma aliança com o DEM, Alckmin se esquivou de comentar se acreditava que a adesão do Democratas à candidatura de João Doria para a eleição ao governo de São Paulo, oficializada nesta quinta-feira, 14, em evento na capital paulista, significava que a legenda estava mais próxima de selar acordo parecido a nível nacional.

    “Você tem o PSDB apoiando o DEM na Bahia, Pará e Rondônia” destacou o tucano após participar da premiação do setor ferroviário.  O ex-governador também ressaltou que o DEM tem um nome lançado ao Planalto, o do presidente da Câmara, Rodrigo Maia e concluiu que as alianças devem ser definidas “apenas em julho”.

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