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Alckmin pede que Aécio assuma o comando do PSDB

Senador mineiro participou de encontro com a militância tucana em São Paulo. FHC defendeu a unidade do partido na montagem da candidatura presidencial

Por Jean-Philip Struck - 25 Mar 2013, 21h27

Em um encontro com a militância do PSDB em São Paulo, na noite desta segunda-feira, o governador Geraldo Alckmin defendeu que o senador mineiro Aécio Neves assuma a presidência do partido em maio. A troca de afagos faz parte da estratégia de líderes tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para tentar quebrar a resistência da ala paulista da sigla à candidatura de Aécio à Presidência da República no próximo ano.

“Aécio é um grande homem público, pautado pela ética e modernidade, grande governador (…) Que você, Aécio, assuma a presidência do PSDB, percorra o Brasil, ouça o povo brasileiro, fale ao povo brasileiro e una o partido”, disse Alckmin em discurso.

Na sequência, Aécio, o convidado ilustre do evento paulista, disse que o “PSDB começou em São Paulo” e que o governo Alckmin “é um exemplo para o Brasil”.

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Em sua fala, Fernando Henrique fez um apelo pela unidade do partido, em especial ao diretório paulista, que nas últimas semanas deixou transparecer uma divisão entre entusiastas da candidatura de Aécio e uma ala que é contrária, composta majoritariamente por aliados do ex-governador José Serra.

“Estamos aqui para reaparelhar o PSDB. Montoro já dizia: ‘Não se faz nada sem unidade de partido’. Aqui a gente tem garra, tem coragem. Que esse partido se sinta um só. Não podemos perder ninguém”, disse o ex-presidente.

Aécio, no entanto, evitou falar diretamente de sua provável candidatura. “Não é hora ainda de antecipar o debate eleitoral. Quem fez isso foi o governo”, disse o mineiro, que completou: “O PSDB não tem o direito de não apresentar uma candidatura ao país”.

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O ex-governador José Serra não compareceu ao evento, que ocorreu na sede do diretório estadual de São Paulo. Em seu discurso, Fernando Henrique comentou a ausência. “O Serra foi para os Estados Unidos, para [a Universidade] de Princeton. Eu me sinto representado por ele lá e espero que ele se sinta representado por mim aqui”, disse o ex-presidente.

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