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Alckmin diz que PM vai rever estratégia após depredação

Marginais mascarados se aproveitaram da falta de acompanhamento da Polícia Militar, que abandonou protocolo que vinha adotando com eficácia

(Atualizado às 16h14)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira que a Polícia Militar vai rever sua estratégia para acompanhar protestos na capital paulista. A fala foi feita em resposta ao quebra-quebra ocorrido na noite desta quinta-feira durante passeata convocada pelo Movimento Passe Livre (MPL). “A estratégia vai ser revista pela polícia e ela estará presente”, disse o governador.

No ato desta quinta, a PM abriu mão do protocolo eficaz utilizado para acompanhar de perto os protestos, com cordões de isolamento e a chamada “tropa do braço”, formada por policiais treinados para conter a ação dos vândalos mascarados. A PM disse que mobilizou 500 homens, incluindo a Cavalaria e a Tropa de Choque, posicionadas para proteger o terminal de ônibus e a estação de metrô Pinheiros, na Zona Oeste. Após o protesto, o coronel Leonardo Ribeiro, chefe do policiamento da capital paulista, disse que a PM “deu um voto de confiança e foi traída” pelo MPL, que enviou um ofício à Secretaria de Segurança no qual reivindicava “autonomia para promover sua própria segurança”.

Alckmin também afirmou que a polícia usará imagens de câmeras de segurança para identificar os marginais encapuzados que destruíram cinco agências bancárias na Avenida Rebouças e onze carros em concessionárias na região da Marginal Pinheiros – cujo prejuízo foi calculado em ao menos 3 milhões de reais. “Vamos prender esses criminosos o mais rápido possível”, afirmou. A Polícia Civil fez uma perícia no local na manhã desta sexta-feira.

Segundo o delegado Gilmar Contreira, da 14ª DP, responsável pelas investigações, a identificação dos autores do quebra-quebra será feita com auxílio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que abriu inquérito no ano passado para identificar e reprimir a ação dos black blocs.

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