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O que a AGU vai dizer em resposta enviada a Fachin em meio à crise no STF

Órgão prepara esclarecimentos que serão encaminhados ao presidente do Supremo

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 set 2026, 14h00 | Atualizado em 10 set 2026, 14h27
O que a AGU vai dizer em resposta enviada a Fachin em meio à crise no STF Priorize VEJA no Google

Os relatórios de inteligência da Polícia Federal usados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir uma investigação sobre a conduta do colega André Mendonça estão no centro da crise que abateu o diretor-geral da corporação, Andrei Passos Rodrigues, e serão o foco de atenção da Advocacia-Geral da União (AGU) na resposta que precisa ser encaminhada até sexta-feira, 11, a Edson Fachin, presidente da Corte.

A equipe jurídica quer explicar dois pontos principais: o processo de produção dos documentos e como eles foram parar nas mãos de Moraes. Em relação à primeira questão, a AGU vai detalhar por que existem esses relatórios, qual função cumprem internamente e defender que eles fazem parte da rotina das investigações e estão amparados em regras da corporação. A Advocacia-Geral da União quer deixar claro que os documentos não têm valor probatório. O objetivo é rebater o argumento de André Mendonça de que ele foi monitorado indevidamente.

O raio-x dos ministros do STF

Quanto ao segundo ponto, a AGU vai sustentar que os relatórios foram encaminhados a partir de uma requisição de Moraes. A ideia é rechaçar a hipótese de vazamento e alegar que a Polícia Federal apenas respondeu a uma ordem do ministro.

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Ao afastar Andrei Rodrigues do comando da PF – medida posteriormente anulada por decisões de Fávio Dino e, em seguida, de Fachin -, André Mendonça falou em “arapongagem” e questionou a divulgação do material.

Os esclarecimentos serão enviadas à presidência do STF. Fachin pediu manifestações também de Moraes, Mendonça e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre o caso Master.

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