Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Agora é guerra: PT lança ofensiva contra Marina Silva

Terça-feira foi marcada por ataques em série do partido à ex-senadora, principal adversária de Dilma Rousseff nas eleições. Do Senado à TV, Marina foi o alvo

Por Gabriel Castro, de Brasília 2 set 2014, 17h57

O PT pretendia apresentar a candidata Dilma Rousseff como uma pessoa equilibrada e serena, digna do cargo de presidente, que se preocupa em apresentar suas realizações e evita o bate-boca eleitoral. A estratégia declarada de tocar a campanha sem confrontos diretos, entretanto, durou até a ascensão de Marina Silva (PSB). Agora, os petistas deixaram de lado os bons modos. A terça-feira foi marcada por ataques em série à ex-senadora.

Leia também:

Ordem no PT é reforçar a guerrilha virtual contra Marina

Dilma, que tem feito críticas moderadas à adversária, manteve o tom dos ataques – e deve seguir assim. Pela manhã, em ato político com Lula em São Bernardo do Campo, reduto petista na Grande São Paulo, referiu-se a Marina em um palanque nominalmente pela primeira vez. “O que nos separa e distingue da Marina e dos demais adversários é que colocamos no centro de nossas preocupações as pessoas e a questão do emprego”, disse. “Eles preferem propor medidas de arrocho salarial e que vão levar necessariamente ao desemprego.” A parte mais pesada dos ataques será feita de forma desvinculada da presidente. A estratégia ficou clara ao longo do dia. Na propaganda da candidata na televisão, Marina agora é comparada a Jânio Quadros e Fernando Collor – o mesmo Collor que disputa uma vaga no Senado com o apoio de Dilma. Mas quem faz a comparação é um locutor, e não a petista.

Leia também:

Empatadas, Dilma e Marina polarizam 2º debate na TV

Continua após a publicidade

Contra Marina, Planalto acena com benefícios fiscais a igrejas evangélicas

Ordem no PT é reforçar a guerrilha virtual contra Marina

Enquanto isso, o site Muda Mais, chefiado pelo ex-ministro Franklin Martins e vinculado ao PT, deixou de lado o tucano Aécio Neves para atingir Marina Silva. Ela é apresentada como “a candidata das erratas”, graças às mudanças em seu programa de governo. Nas redes sociais, os perfis do Muda Mais também ajustam a mira: “Marina claramente não entende que para governar o Brasil, é preciso ter maioria no Congresso”, diz uma postagem.

No Congresso, a ofensiva ficou por conta do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). Ele fez nesta terça-feira um discurso agressivo contra a candidata do PSB à Presidência. Costa usou expressões como “política sem lado”, “tendência ao autoritarismo”, “promessas vagas”, “ameaça ao nosso futuro” para criticar vários pontos defendidos pela candidata, que foi citada como alguém sem ideias claras e sem condições de governar o Brasil.

“Isso demonstra a fraqueza da chapa presidencial de Marina, que, refutando tudo e todos, não teria ninguém para governar caso vencesse a eleição. Não teria base neste Congresso, não teria aliados, não teria apoios para aprovar projetos e jogaria o Brasil em uma paralisia extremamente perigosa”, disse ele.

O petista também afirmou que a “nova política” pregada por Marina é uma farsa. “É só observar os seus palanques regionais, as raposas estão todas lá – o ex-senador Mão Santa, o filho do ex-senador Bornhausen, que queria acabar com raça do PT e tantas e tantas figuras agora transformadas em instrumentos da nova política no nosso país”, disse Costa. O líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF) reagiu: “A população brasileira não aceita mais esse tipo de terrorismo, e quero relembrar que o ex-presidente Lula também foi vítima desse tipo de preconceito e ameaça”, afirmou o parlamentar.

(Com reportagem de Felipe Frazão, de São Paulo)

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)