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Aécio vira réu em SP por corrupção e obstrução à Justiça no caso JBS

Caso se arrasta desde 2017 e tramitou entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a primeira instância, para onde passou quando Aécio deixou o cargo de senador

Por Letícia Casado 3 set 2021, 22h26

O juiz federal Fernando Toledo Carneiro, da 7a Vara de São Paulo, recebeu denúncia contra o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) no caso JBS. Agora réu, Aécio vai responder às acusações de corrupção passiva e obstrução à Justiça. O inquérito  tramita em São Paulo. O parlamentar foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostamente ter solicitado e recebido 2 milhões de reais do empresário Joesley Batista.  

Andrea Neves, irmã do tucano, Frederico Pacheco de Medeiros, primo, e Mendherson de Souza Lima, que assessorava o ex-senador Zezé Perrella, também vão responder o processo.

O caso se arrasta desde 2017 e tramitou entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a primeira instância, para onde passou quando Aécio deixou o cargo de senador. Tanto a Primeira Turma do STF como a outra Vara de São Paulo já haviam aceitado a denúncia contra Aécio. O processo foi redistribuído para a 7a Vara em dezembro.

Em maio de 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) restringiu a abrangência do foro privilegiado e decidiu que só devem responder na corte máxima políticos no exercício do cargo em que o crime foi cometido. Como o tucano era senador à época dos fatos denunciados pela PGR, não há relação com o atual mandato dele de deputado federal. 

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