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Aécio: PSDB não deve se opor a tucanos no governo Temer

Presidente do partido, senador mineiro reafirmou, no entanto, posição pessoal contrária à adesão a eventual governo do vice-presidente

Presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) defendeu nesta terça-feira que o vice-presidente Michel Temer deve tratar em nível institucional a participação de tucanos em seu eventual governo. Segundo o tucano, a direção da legenda “não deverá se opor” a essas participações.

“Se amanhã o presidente Michel Temer optar por querer nossa participação, deverá fazer institucionalmente com a direção do partido, que não deverá se opor”, disse o tucano após reunião de quase três horas com a bancada do PSDB na Câmara para discutir como a legenda se portará em um eventual governo do peemedebista.

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A declaração de Aécio foi um recado direto a Temer de que uma indicação do senador José Serra (SP), o principal nome da sigla cotado para integrar o primeiro escalão do iminente governo Temer, deve ser negociada com a direção partidária, e não diretamente com o tucano a ser indicado. No domingo passado, Serra se reuniu a sós com Temer em Brasília.

Embora tenha dito que não vai se opor como presidente do partido, o senador mineiro sinalizou que pessoalmente continua contra o PSDB assumir cargos no governo. “Para mim, cargos são secundários”, disse, ao ser questionado se as declarações desta terça significavam uma mudança de opinião pessoal.

A participação dos tucanos em um eventual governo Temer divide os principais caciques do PSDB. Enquanto Serra tem sido o principal entusiasta da adesão, Aécio e o governador paulista Geraldo Alckmin, que também planejam disputar a Presidência em 2018, são pessoalmente contra.

O presidente do PSDB também rechaçou a proposta de que tucanos que assumirem cargos em um futuro governo Michel Temer devem se licenciar do partido. A ideia foi defendida por membros da legenda, como o secretário-geral da sigla, deputado federal Silvio Torres (SP).

Na entrevista, Aécio confirmou que o partido deverá apresentar na reunião da Executiva Nacional do partido, marcada para 3 de maio, uma “agenda emergencial”, com 12 a 15 propostas de saída para a crise econômica que o Brasil vive, que será entregue a Michel Temer.

(Com Estadão Conteúdo)