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Aécio Neves: ‘PT institucionalizou corrupção na Petrobras’

No Rio, o candidato do PSDB afirmou que depoimentos de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa mostram situação 'extremamente grave'

Por Pollyane Lima e Silva, do Rio de Janeiro 9 out 2014, 18h40

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, tratou nesta quinta-feira das revelações feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef sobre o esquema de corrupção instaurado na Petrobras. Ao chegar a seu comitê de campanha no Rio de Janeiro, para onde convocou uma entrevista coletiva no fim da tarde desta quinta-feira, Aécio pediu aos jornalistas para fazer uma introdução antes de responder a perguntas. Em pauta, o principal assunto do dia: os depoimentos sobre o ‘petrolão’, afirmando que a propina abastecia o partido da presidente Dilma Rousseff. A crítica do candidato foi firme: “Chego à conclusão de que esse esquema é algo institucionalizado pelo PT. Não é a oposição que está falando, são duas pessoas envolvidas na organização criminosa. Em qualquer país do mundo, seria o maior escândalo da história. O Brasil não pode se acostumar com isso”.

Considerando o assunto “extremamente grave”, Aécio pediu que todas as informações sobre o caso cheguem aos brasileiros e prometeu, se eleito, qualificar a gestão pública do país. “Meu compromisso será com os resultados, não com a companheirada”, afirmou, em referência ao termo usado pelos petistas para definir os correligionários. Confiante com a vitória e ironizando os institutos de pesquisas de intenções de votos que não identificaram sua passagem para o segundo turno com facilidade, o peessedebista disse que os ataques que já vem sofrendo de Dilma mostram o “desespero” de uma presidente que caminha para ser derrotada. “O que eu vejo é que esse castelo de cartas no que se transformou o governo do PT está desabando. E nós estamos prontos para colocar, no lugar, uma edificação sólida”, afirmou.

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Aécio declarou, ainda, que nesta segunda etapa a campanha do PSDB terá foco propositivo e que pretende discutir os caminhos para o país combater a inflação, voltar a crescer, melhorar a saúde, a educação e a segurança. “Mostramos imagens do Brasil real, para confrontá-lo com o virtual da propaganda adversária”, alfinetou, complementando: “Posso construir um governo eficiente e digno, com gente honrada”. O candidato rebateu também acusações de Dilma de que um novo governo acabaria com direitos conquistados pela população, como o salário mínimo. Segundo ele, essa é uma tentativa de desconstruir sua imagem. “Esse tipo de atitude não condiz com o cargo que ela ocupa. Vamos para o debate real, à altura da maturidade dos brasileiros. Não temos que criar uma fantasia em torno dos nossos adversários para vencer a eleição.”

Alianças – Mais uma vez, ele pediu que toda a oposição se una em torno de um único objetivo, a mudança, para “encerrar esse ciclo perverso de governo”. Esperava-se que Romário, eleito senador pelo Rio, e Marina Silva, anunciassem seus apoios nesta quinta-feira. Ambos, porém, adiaram seus pronunciamentos, e Aécio afirmou que não vai parar a campanha à espera de uma resposta. “Vamos aguardar com serenidade e qualquer decisão será respeitada”, disse. Ele também enfatizou que está aberto a sugestões que a ex-presidenciável pelo PSB possa propor a seu programa de governo. “Não sou mais um candidato do PSDB ou das nossas alianças iniciais, sou candidato das forças da mudança”, destacou.

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