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Aécio: Dilma instituiu ‘renúncia branca’ e já não governa

Senador afirmou que, com transferência da articulação política para o vice-presidente, fica claro que a presidente já não exerce 'nenhum papel'

Por Da Redação 8 abr 2015, 16h06

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) comentou nesta quarta-feira as trocas na equipe ministerial da presidente Dilma Rousseff – e afirmou que a petista instituiu na política brasileira a “renúncia branca”. Ao sair da reunião da Executiva Nacional do partido, Aécio aproveitou para tratar da transmissão da articulação política do governo para o vice-presidente Michel Temer e também sobre as negociações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com o Congresso pela aprovação das medidas de ajuste fiscal. O senador afirmou que a presidente já não exerce “nenhum papel”.

“Acho que a presidente Dilma Rousseff introduziu algo novo na vida política do Brasil: a renúncia branca. Há hoje um interventor na economia, que pratica tudo aquilo que ela combateu ao longo de todo o seu primeiro mandato. E agora ela delega a coordenação política ao vice-presidente da República, a quem desprezou durante todo o seu primeiro mandato. Já é hoje refém das presidências da Câmara e do Senado na condução da agenda legislativa. E a grande pergunta que resta é: que papel desempenha hoje a presidente da República? Acredito que praticamente nenhum”, afirmou Aécio. “Hoje, quem governa o Brasil não é mais a presidente Dilma”.

Sobre os protestos agendados para o próximo domingo, o senador afirmou que ainda não decidiu se sairá às ruas. “Nossos companheiros devem estar nas ruas e estarão nas ruas demonstrando mais uma vez a sua indignação”, disse. “Há hoje apostas de reação ao governo de que o movimento será menor. Não importa o tamanho do movimento, porque a indignação da população brasileira é cada vez maior”, completou.

Aécio tratou ainda da atual situação econômica do país – nesta quarta-feira, o IBGE divulgou que a inflação ficou em 8,13% em doze meses, a maior desde 2003 -, das críticas ao modelo de partilha do pré-sal e da abertura de capital da Caixa Econômica Federal: “O PT se transforma na maior fraude da história política recente do Brasil. Nada que se disse durante a campanha eleitoral se sustenta agora”.

(Da redação)

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