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Aécio defende elevar investimentos a 24% do PIB até 2018

Para o candidato tucano à Presidência da República, só expansão da capacidade produtiva permitiria melhora da renda do trabalhador

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro 22 ago 2014, 16h18

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta sexta-feira que, se eleito, pretende elevar a taxa de investimento da economia brasileira para o equivalente a 24% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2018, quando terminaria seu mandato. A taxa de investimento representa o porcentual gasto em expansão da capacidade produtiva – o patamar atual, de 17%, é considerado um entrave ao desenvolvimento econômico.

Armínio Fraga, coordenador do programa econômico de Aécio e ex-presidente do Banco Central, já criticou a reduzida taxa de investimento da economia brasileira, que mantém gargalos de infraestrutura e limita a expansão do crescimento. O candidato tucano destacou que só a elevação dos gastos em expansão da produção vai permitir a melhora da renda do trabalhador. “Temos de restabelecer a confiança no Brasil com uma política econômica clara, sem esse intervencionismo absurdo que o atual governo faz, para resgatar a capacidade de investimentos da economia. Teremos uma meta de saltarmos a taxa de investimento para algo em torno de 24% do PIB no final do mandato. Só isso vai permitir a recuperação da renda e empregos de maior qualidade no Brasil”, afirmou Aécio, após visita ao centro de atendimento da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR).

Na visita, em que conversou com pacientes e posou para fotos, Aécio também apresentou o projeto “Brasil Acessível”, uma proposta do plano de governo tucano para que o governo federal financie projetos de acessibilidade apresentados por municípios. “É preciso que apoiemos de forma mais expressiva entidades como a ABBR. Vamos criar uma linha de financiamento para compra de equipamentos”, afirmou.

Aécio também informou que vai detalhar, em breve, uma proposta pela qual famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família receberiam um acréscimo na remuneração mensal, quando filhos apresentarem desempenho escolar acima da média, por exemplo. A ação faz parte do projeto “Família Brasileira”, que prevê a classificação das famílias beneficiadas por programas sociais não só pela renda mas também por outros tipos de carência. Critérios como o acesso a saneamento e a posse de eletrodomésticos serviriam para classificar cinco níveis de carência. Essa nova classificação permitiria um direcionamento mais preciso de projetos sociais, explicou o candidato. “Uma família com filho, que tenha desempenho escolar acima da média vai receber um bônus do Bolsa Família. O governo do PT se contenta com a administração da pobreza e não quer trabalhar pela superação dela”, afirmou.

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