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Advogado: conversa de Aécio com Joesley é ‘relação privada’

Defesa diz que dinheiro pedido a empresário seria 'empréstimo' para pagar honorários de advogados

Por Laryssa Borges - 18 maio 2017, 14h39

O advogado José Eduardo Alckmin, que defende o senador Aécio Neves (PSDB), afastado do cargo hoje por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira que o encontro em que o senador tucano pediu 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista é “única e exclusivamente de uma relação entre pessoas privadas”. A estratégia tenta afastar a acusação de corrupção que paira sobre o político. A tese da defesa é a de os recursos seriam utilizados para custear os honorários de advogados que atuam na Lava-Jato.

Segundo os advogados, a ideia inicial era a de que um apartamento de propriedade da família de Aécio fosse vendido ao empresário para levantar os valores, mas, segundo Alckmin, o próprio Joesley se propôs a “emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público”.

A defesa de Aécio Neves afirma que, ao tomar os recursos do empresário, a intenção “sempre foi, quando da venda do apartamento, ressarcir o empresário”.

“O senador Aécio Neves lamenta profundamente versões que têm sido divulgadas sobre o caso e, com serenidade e firmeza, vai demonstrar a correção de suas ações e de seus familiares, e a farsa de que foi vítima, montada pelo delator de forma premeditada e criminosa, induzindo as conversas para alcançar seus objetivos de obter os benefícios da delação”, afirmou Alckmin.

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