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Adélio diz que vai matar Bolsonaro e Temer ao sair da cadeia, aponta laudo

Preso desde o dia do ataque ao presidente Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG), garçom foi avaliado por uma junta de especialistas

Por Thiago Bronzatto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 31 Maio 2019, 09h54 - Publicado em 31 Maio 2019, 09h53

O atentado contra o então candidato Jair Bolsonaro até hoje alimenta uma série de teorias da conspiração. Na entrevista a VEJA, o presidente reafirma a suspeita de que foi vítima de uma trama ainda a ser desvendada. Preso desde o dia do ataque em Juiz de Fora (MG), Adélio Bispo de Oliveira foi avaliado por uma junta de especialistas, incluindo médicos e psicólogos, que produziu laudos e pareceres sobre o estado mental do garçom. VEJA teve acesso ao material. Os relatos obtidos pelos técnicos revelam o que se passava na cabeça do criminoso. Leia a matéria completa, publicada na edição desta semana.

A Polícia Federal já havia colhido evidências de que Adélio não é normal. Ouvido pelos peritos, o garçom contou que começou a pensar em matar Bolsonaro quando soube que, caso fosse eleito, ele pretendia “fuzilar os petralhas”. Petralha é um neologismo que nasceu da fusão de “petista” com “metralha” — um militante ladrão. Acabar com a vida do candidato do PSL era uma missão divina para Adélio. O garçom confidenciou que “ouviu a voz de Deus dizendo que somente ele poderia salvar o Brasil da destruição”. Os delírios, ao que tudo indica, foram construindo o enredo da tragédia. De acordo com os peritos, Adélio tem uma “doença psicótica” grave.

No dia 6 de setembro, ao verificar que o presidente estava hospedado em um hotel em frente a uma praça onde havia monumentos maçônicos, Adélio não teve dúvidas: “Bolsonaro era maçom” e, por isso, entregaria as riquezas do país “ao Fundo Monetário Internacional, aos próprios maçons e à máfia italiana”. Convencido disso, ele pegou uma faca de cozinha, infiltrou-se na multidão que acompanhava um comício de Bolsonaro em Juiz de Fora e o golpeou no abdômen. A missão fracassou, mas, segundo o garçom, ainda será concluída.

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Adélio disse aos médicos que, ao sair da cadeia, vai matar Jair Bolsonaro e o ex-presidente Michel Temer, que “também participaria da conspiração maçônica”. Por precaução, a Justiça enviou cópias do laudo ao Palácio do Planalto. O garçom está no presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS). Numa carta enviada a seus advogados, pediu para ser transferido. O lugar, segundo ele, está impregnado de “energia satânica”.

PSICOSE – Trechos da decisão da Justiça em que o garçom conta que decidiu matar Bolsonaro depois que ele prometeu que “fuzilaria os petralhas” (//VEJA)
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