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‘Acredito já ter os votos para a reforma’, diz Bolsonaro a Luciana Gimenez

Em entrevista descontraída para a Rede TV!, presidente diz que não perdoa Adélio: 'o canalha sabia o que estava fazendo'

Por Da Redação - Atualizado em 8 Maio 2019, 04h52 - Publicado em 8 Maio 2019, 01h14

Dois dias após a exibição da entrevista na qual defendeu a reforma da Previdência no programa Silvio Santos, o presidente Jair Bolsonaro voltou a abordar o tema na TV aberta. Nesta terça-feira 7, o presidente participou do programa Luciana By Night, da apresentadora Luciana Gimenez, na Rede TV!. No bate-papo descontraído e informal com Gimenez, Bolsonaro disse acreditar já ter votos suficientes para aprovar a reforma na Câmara dos Deputados.

“Não temos outra alternativa (para equilibrar as contas públicas) a não ser a reforma da Previdência. Não é um projeto do meu governo, é um projeto do Brasil. E para isso temos apoio na Câmara, no Senado e dos presidentes Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. Hoje acredito que já temos os votos suficientes para aprovar no plenário”, declarou.

Na entrevista, Bolsonaro também comentou os 100 primeiros de governo e destacou a “liberdade” que teve para formar sua equipe como um ponto positivo. “Tive liberdade para escolher meus ministros, sem interferência externa. Pude montar um ministério que orgulha o Brasil, dão conta do trabalho mesmo com os parcos recursos que cada um tem”, analisou. “Estamos governando pelo exemplo, tanto eu quanto os ministros”, acrescentou.

Questionado sobre postagens polêmicas dos filhos nas redes sociais, o presidente se referiu especificamente ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e declarou que não concorda necessariamente com todas as opiniões expressas.

“As críticas foram em cima do 02 [Carlos Bolsonaro]. Ele tem a sua liberdade de falar no seu Twitter, Facebook, Instagram e expor sua opinião. O pessoal leva para o lado de ‘olha, o filho do presidente. Ele está dando um recado através dele’. Confesso, nem sempre”, comentou.

Bolsonaro relembrou também o atentado à faca que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018 e se recusou a perdoar Adélio Bispo, autor confesso do ataque. “Aquele canalha sabia o que estava fazendo, tem que pegar pena máxima. Não tem que ter pena dele não, tem que pagar pelo seu crime e pagar alto. Ele tentou tirar um ser humano que lutava pelo Brasil de combate. E foi filiado pelo PSOL até 2014, tem que investigar”, disse.

A entrevista abordou diversos aspectos da vida pessoal do presidente. Ao recordar os tempos de Exército, ele comentou sobre a ampla presença de militares em seu governo: “são pessoas da minha confiança e competentes, às vezes apenas falta um pouco de traquejo político”.

Contando algumas histórias do período na corporação, Bolsonaro relembrou uma ocasião na qual resgatou um colega negro das Forças Armadas que estava prestes a se afogar. Elogiado por Gimenez, ele disse que poderia ter usado o fato para se defender de acusações de que é racista, mas preferiu não fazê-lo.

“Achei que não era o caso de falar, iam achar que estava apelando”, ponderou. Na sequência, o presidente relativizou que exista racismo no país: “no Brasil é uma coisa rara o racismo. O tempo todo tentam jogar o negro contra o branco, homo contra hétero ou pai contra filho. Desculpe o linguajar, mas isso já ‘encheu o saco’”.

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