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Ações de segurança terão de sair do papel até 2014

Governador Geraldo Alckmin e ministro José Eduardo Cardozo formalizaram plano integrado de segurança pública e definiram comando de agência de inteligência

Por Kamila Hage - 12 nov 2012, 16h41

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, oficializaram nesta segunda-feira a criação de uma agência de inteligência integrada com a participação de órgãos do estado e do governo federal e, com isso, o início das ações que serão executadas dentro do plano de combate ao crime organizado e à onda de criminalidade na capital paulista. O governo federal vai investir 60 milhões de reais no melhoramento do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Esse foi o único valor monetário estabelecido. Os outros recursos cedidos serão apenas estruturais. Todas as ações acordadas devem sair do papel até 31 de dezembro de 2014.

No encontro, realizado no Palácio dos Bandeirantes e que durou cerca de duas horas, foi assinado o termo que formaliza as medidas já anunciadas por Cardozo e Alckmin na última terça-feira. A principal delas é a criação da Agência de Atuação Integrada, que terá o comando compartilhado entre o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Roberto Troncon Filho, e o secretário-adjunto de Segurança Pública do estado de São Paulo, Jair Manzano.

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O órgão unirá representantes da PF, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Segurança Pública, Departamento Penitenciário Nacional, Receita Federal, Secretaria de Segurança Pública, Secretaria de Administração Penitenciária, polícias Militar, Civil e Científica do estado, Secretaria da Fazenda, Ministério Público e Tribunal de Justiça.

Já foi iniciada a transferência de presos envolvidos com o crime organizado para prisões federais fora do estado – outra medida prevista no plano.

Quanto ao combate ao crime organizado, José Eduardo Cardozo salientou que as ações seladas são apenas o início do trabalho. “As equipes já estão articuladas e trabalhando juntas. Esta é uma luta permanente. Ações estão em desenvolvimento e resultados surgirão”, disse o ministro.

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Outra medida anunciada foi o combate ao uso de drogas, especificamente do crack. Segundo o documento, será aplicado em São Paulo o programa federal “Crack, é possível vencer”.

Ataques – Em outubro deste ano teve início uma onda de criminalidade na região metropolitana de São Paulo. O último fim de semana foi marcado pelo alto índice de homicídios – um total de 20 assassinatos. O governo de São Paulo admitiu que traficantes da favela de Paraisópolis, na Zona Sul, ordenam atentados contra policiais militares na capital. Desde o dia 29 de outubro, homens da Tropa de Choque da PM ocupam a comunidade na chamada Operação Saturação, cujo objetivo é asfixiar o tráfico de drogas e causar prejuízos ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação na segunda maior favela de São Paulo deve durar pelo menos um mês.

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