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Ação popular pede para Bolsonaro retirar vídeo obsceno do Twitter

Advogados apontam ofensa à moralidade administrativa e citam que presidente é seguido por crianças e adolescentes em rede social

Um grupo de três advogados pediu à Justiça Federal que determine a remoção do vídeo com um ato obsceno associado ao Carnaval que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) divulgou em sua oficial do Twitter. A ação popular apresentada nesta quarta-feira, 6, será analisada pela 1ª Vara Cível Federal de São Paulo.

O pedido, assinado pelos advogados Marcelo Feller, Ricardo Amin Abrahão Nacle e José Carlos Abissamra Filho, aponta que o presidente possui cerca de 3,5 milhões de seguidores na rede social, incluindo crianças e adolescentes. “Isso já seria o suficiente para se determinar a sua remoção”, argumentam.

No vídeo publicado por Bolsonaro, um homem aparece mexendo em suas partes íntimas e, depois, um outro homem urina em sua cabeça. O presidente usou as imagens para afirmar que “isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro”. A publicação repercutiu negativamente dentro e fora do país.

Os advogados afirmam que “o presidente da República acaba por desestimular o turismo no Brasil, em sua festa mais icônica e conhecida mundialmente” e acrescentam que a Bolsonaro atacou diretamente o patrimônio cultural brasileiro. Eles citam uma previsão divulgada pelo Ministério do Turismo de que o Carnaval movimentaria quase 7 milhões de reais. “Ao publicar o tal vídeo, ainda, atingiu a moralidade administrativa”, diz a ação. Além de pedir para que o presidente retire o vídeo de sua conta oficial do Twitter, a ação popular dá à causa o valor de 10 mil reais.

O Palácio do Planalto divulgou uma nota na noite de quarta-feira 6, em que diz que o presidente não teve “intenção de criticar o Carnaval de forma genérica” ao compartilhar o vídeo. “Não houve intenção de criticar o carnaval de forma genérica, mas sim caracterizar uma distorção clara do espírito momesco, que simboliza a descontração, a ironia, a crítica saudável e a criatividade da nossa maior e mais democrática festa popular”, diz o texto.

Comentários

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  1. Moris Litvak

    esses advogados hipócritas só querem aparecer, e condenar o mensageiro pela má notícia. Ninguém fala nada sobre os 2 indecentes que aparecem nas imagens.

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  2. Casimiro de Abreu

    Prejudicar o turismo denegrindo o carnaval? Pois não consigo imaginar um único turista estrangeiro que, ao ver as imagens divulgadas nas redes de TV deixar de pensar no Brasil como um PROSTÍBULO, um PUTEIRO BARATO, onde todos exibem e vendem seus corpos. Em conversa com americanos, por ocasião de uma visita aos EUA, ouvi deles que pensavam ser Copacabana uma praia sitiada por índios, onde amazonas nuas invadiam com cavalos a galope, e todos andavam seminus nas ruas… linda imagem, não? Precisamos tirar este véu de hipocrisia, e tornar nosso país realmente aceitável para o turismo, pois estamos atrás de países como Malásia, Bulgaria e Tunísia (nada contra estes países), com míseros 5,8 milhões de visitantes anuais… Há muito o que mudar, para desfazer a ideologia esquerdotapata que vinha sendo implantada nas últimas décadas!!!

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