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Abaixo-assinado a favor de André Mendonça já chega a meio milhão de adesões

Ministro foi relator das investigações do caso Master, de onde saíram mensagens de Daniel Vorcaro que mencionam Alexandre de Moraes

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 set 2026, 13h38 | Atualizado em 17 set 2026, 11h01
Abaixo-assinado a favor de André Mendonça já chega a meio milhão de adesões Priorize VEJA no Google

Um abaixo-assinado movido em favor do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), chegou a mais de meio milhão de assinaturas nesta quarta-feira, 16. A crise hoje experimentada dentro da Corte teve como estopim a revelação de mensagens, encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, que mostram vínculos do banqueiro com o ministro Alexandre de Moraes. A investigação desse caso era conduzida por Mendonça, até o presidente do Supremo, Edson Fachin, chamar para si a relatoria do caso.

“Nós, cidadãos brasileiros signatários deste documento, manifestamos nosso apoio ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Manifestamos, igualmente, nosso compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a independência do Poder Judiciário e com o respeito às instituições previstas na Constituição Federal. Ao assinar, cada signatário declara que sua manifestação é pessoal, voluntária e pacífica”, diz o texto do abaixo-assinado.

Homem de meia-idade, cabelo grisalho, terno azul e gravata de bolinhas, veste toga preta, olhando sério para frente. Ao lado, texto Abaixo-assinado em apoio ao Ministro André Mendonça
– (Reprodução/Reprodução)

Até a publicação desta matéria, o site que coleta as assinaturas contabilizava o apoio de 510. 990 pessoas e diz ter como meta chegar ao número de um milhão. A maior parte dos apoiadores é de São Paulo, que concentra 153. 082 assinaturas. O endereço eletrônico não possui a identificação dos organizadores do abaixo-assinado, mas hospeda a propaganda de um livro chamado “Vozes que despertaram o Brasil”, com a imagem de Jair Bolsonaro, Enéas Carneiro e Olavo de Carvalho na capa.

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Nesta terça-feira, 15, o Supremo protagonizou um dos momentos mais críticos de sua história ao analisar se o ministro Alexandre de Moraes deveria ou não ser investigado. Após troca mútua de acusações e bate-boca, o julgamento foi paralisado, com um placar de 4 a 3, por conta de um pedido de vista de Flávio Dino. Como a vista tem prazo máximo de 90 dias, contados a partir da publicação da ata da sessão de julgamento, o caso voltará a ser analisado depois das eleições. Por conta do recesso forense de final de ano, se Dino usar todo o prazo a que tem direito no regimento, a retomada do caso pode ficar para 2027.

O raio-x dos ministros do STF

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