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A ‘tirania fiscal’ do jovem João Santana

Por Da Redação - 24 fev 2016, 15h04

Ao se tornar um dos mais poderosos marqueteiros brasileiros, condutor de três das quatro vitoriosas campanhas petistas à presidência do Brasil, João Santana aderiu à prática de usar offshores não declaradas à Receita Federal para receber por seus serviços no exterior. De acordo com a força tarefa que conduz a Operação Lava Jato, a empresa panamenha Shellbill Finance, administrada por Santana e sua mulher e sócia, Mônica Moura, recebeu 3 milhões de dólares da Odebrecht e outros 4,5 milhões de reais do operador de propinas Zwi Skornicki. Mas nem sempre foi assim. Conforme conta o livro João Santana: Um Marqueteiro no Poder (2014), quando estudou no colégio jesuíta Antônio Vieira, em Salvador, o marqueteiro ganhou o apelido de “Patinhas” dos colegas. A alcunha, uma referência ao avarento personagem Tio Patinhas, da Disney, veio da “tirania fiscal única” com que Santana exercia o cargo de tesoureiro do grêmio estudantil do colégio. (João Pedroso de Campos, de São Paulo)

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