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A tendência favorável em pesquisa para a campanha de Flávio na eleição presidencial

Diretor de inteligência da Quaest aponta avanço do senador nas simulações de segundo turno e vê disputa cada vez mais apertada com Lula

Por Redação 2 set 2026, 20h12 | Atualizado em 3 set 2026, 10h52
A tendência favorável em pesquisa para a campanha de Flávio na eleição presidencial Priorizar nos meus resultados Google

A campanha de Flávio Bolsonaro ganhou competitividade nas simulações de segundo turno da eleição presidencial, segundo a análise de Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest. Embora a oscilação registrada no levantamento mais recente esteja dentro da margem de erro, Russo afirma que a série de pesquisas dos últimos meses revela uma tendência de crescimento do senador e de perda de espaço de Lula. (este texto é um resumo do vídeo acima)

O que mudou na disputa pelo segundo turno?

A pesquisa nacional mais recente da Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 2, mostra Lula com 42% das intenções de voto contra 41% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Com margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. No primeiro turno, Lula aparece com 37%, contra 29% de Flávio.

Para Russo, o dado mais relevante está menos na oscilação de um levantamento isolado e mais no comportamento da série histórica. “O Lula tem caído nas intenções de voto do segundo turno e o senador Flávio Bolsonaro subido”, afirmou durante entrevista a Marcela Rahal no VEJA em Foco. Segundo ele, o movimento indica um quadro “cada vez mais polarizado, cada vez mais apertado” entre o presidente e seu principal opositor.

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Por que o momento da campanha aumenta o peso das pesquisas?

Na avaliação do diretor da Quaest, a proximidade da votação torna cada acontecimento político potencialmente mais relevante para o eleitor. “Agora tudo importa muito mais”, disse Russo. Ele destacou que, ao longo de 2026, Lula vinha apresentando números relativamente estáveis, enquanto Flávio avançava.

O resultado mais recente mantém Lula na liderança do primeiro turno, mas a diferença desaparece no confronto direto entre os dois. Para Russo, essa combinação ajuda a explicar a avaliação de que o presidente continua sendo favorito na primeira etapa, mas está “cada vez menos favorito” no segundo turno.

O crescimento de Flávio vem diretamente dos eleitores de Lula?

Russo pondera que a trajetória de Flávio não pode ser interpretada simplesmente como uma transferência direta de votos de Lula. A dinâmica da eleição envolve também os eleitores que não estão fortemente vinculados a nenhum dos dois polos e que podem mudar de candidato ao longo da campanha.

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Esse eleitorado ganhou ainda mais importância com a ascensão de Augusto Cury, que chegou a 10% no primeiro turno da pesquisa mais recente. Segundo Russo, porém, a evolução de Cury ocorreu principalmente às custas de candidatos que ocupavam posições intermediárias na corrida, e não por uma retirada expressiva de votos de Lula e Flávio.

O que a polarização representa para Flávio?

Na divisão do eleitorado apresentada por Russo, os grupos mais identificados com Lula e com Flávio são os mais resistentes a mudanças. O diretor da Quaest citou 19% de eleitores lulistas e 13% de bolsonaristas, classificando esses segmentos como muito fixos.

Com isso, a disputa pelos demais grupos se torna decisiva para a definição do segundo turno. A avaliação de Russo é que a polarização permanece como a principal característica da eleição e que o avanço de Flávio ocorre em um cenário no qual os dois polos seguem concentrando a maior parte das preferências.

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A pesquisa da Quaest ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-07065/2026, a pesquisa reforça, segundo Russo, uma fotografia de disputa mais equilibrada na segunda etapa da eleição.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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