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A reação de Lula ao alerta dos evangélicos e o papel de Janja na estratégia

Após pesquisas apontarem alta rejeição nesse segmento, PT divulga carta ao eleitorado religioso e busca reduzir resistência histórica ao petismo

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jun 2026, 12h53
A reação de Lula ao alerta dos evangélicos e o papel de Janja na estratégia Priorize VEJA no Google

A relação entre o PT e o eleitorado evangélico voltou ao centro da estratégia política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2026. No programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o colunista Robson Bonin, de Radar, avaliou a recente iniciativa do partido de divulgar uma carta direcionada aos religiosos como um reconhecimento explícito das dificuldades enfrentadas pelo petismo nesse segmento (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo Bonin, os índices de rejeição de Lula entre evangélicos continuam sendo um dos principais desafios eleitorais do presidente. “É um retrato insistente e incômodo para o presidente Lula”, afirmou.

A movimentação ocorre após pesquisas apontarem resistência persistente do eleitorado evangélico ao governo e à figura do presidente, um cenário que contrasta com momentos anteriores da trajetória política de Lula.

O que explica o afastamento entre Lula e os evangélicos?

Na avaliação apresentada pelo comentarista, a distância entre o PT e esse grupo foi construída ao longo dos últimos anos, impulsionada tanto pelo crescimento do antipetismo quanto pela consolidação de lideranças conservadoras nesse espaço.

Bonin lembrou que o eleitorado evangélico já teve forte proximidade com Lula durante seus primeiros mandatos. “Foi um eleitorado que determinou o sucesso do primeiro governo dele”, disse.

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Segundo ele, o avanço de nomes como Jair Bolsonaro nesse segmento ocorreu em meio a um processo de desgaste da imagem petista junto a parcelas mais conservadoras da sociedade. A carta divulgada pelo partido, nesse contexto, representaria menos uma tentativa de reconquista em massa e mais um esforço para reduzir resistências e reabrir canais de diálogo.

Qual é o papel de Janja nessa estratégia?

A primeira-dama Janja aparece como uma das principais peças da ofensiva petista junto ao público religioso, especialmente entre mulheres evangélicas.

Nos últimos meses, ela participou de encontros com grupos religiosos em diferentes regiões do país, iniciativas que foram amplamente divulgadas nas redes sociais. A atuação ganhou novos contornos após um embate público com o pastor Silas Malafaia, um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no segmento evangélico.

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Segundo Bonin, Janja possui capacidade de mobilização dentro da base progressista, mas enfrenta dificuldades para ampliar seu alcance junto a eleitores moderados ou conservadores. “Quando a gente olha para o eleitorado mais amplo, ela vira um peso para o presidente, não um ativo”, afirmou.

O debate sobre religião e política tende a se intensificar?

A disputa em torno do eleitorado evangélico já começou a ganhar contornos mais duros na pré-campanha presidencial. Para Bonin, um dos aspectos positivos desse movimento é que os próprios atores políticos passaram a reconhecer o desgaste provocado pela mistura entre fé e interesse eleitoral.

“O lado bom disso é que, pelo menos agora tardiamente, os políticos estão começando a entender que pega mal misturar religião com interesse eleitoral”, avaliou.

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Ao mesmo tempo, o comentarista observou que tanto a esquerda quanto a direita continuam buscando formas de dialogar com líderes religiosos e grupos de fiéis, transformando o segmento em um dos principais campos de disputa da eleição.

O que Lula busca ao reabrir esse canal?

Na análise apresentada no programa, o governo tenta superar uma limitação que tem marcado a comunicação presidencial. Segundo Bonin, as ações sociais continuam sendo o principal eixo do discurso de Lula, mas não são suficientes para alcançar setores mais amplos da sociedade.

“Para ganhar um outro eleitor, precisa de mais contato, de uma relação orgânica”, afirmou.

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Nesse contexto, a aproximação com evangélicos e mulheres aparece como uma tentativa de reconstruir pontes que o petismo considera estratégicas para ampliar sua base eleitoral além do eleitorado tradicionalmente alinhado ao presidente.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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