A primeira pesquisa Quaest sobre a disputa Lula x Flávio após julgamento sobre Moraes no STF
Levantamento vai testar os efeitos da crise na Corte sobre o voto; pesquisa também medirá primeiro turno, rejeição e cinco cenários de confronto direto com Lula
A nova pesquisa Quaest sobre a disputa pela Presidência, prevista para ser divulgada na segunda-feira, 21, será a primeira rodada do instituto após o julgamento no Supremo Tribunal Federal envolvendo o caso Moraes-Vorcaro e chegará em um momento de acirramento da corrida eleitoral, a duas semanas do primeiro turno, e depois de Flávio Bolsonaro ter ultrapassado numericamente Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação recente de segundo turno.
O levantamento terá campo entre os dias 17 e 20 de setembro e vai medir diretamente se a crise no STF influencia a escolha para presidente. O questionário pergunta aos eleitores se ficaram sabendo da sessão em que ministros da Corte trocaram acusações e divergiram publicamente sobre a condução de casos relacionados às investigações do Banco Master e, em seguida, se o episódio reforça a escolha atual, faz considerar uma mudança de voto ou não tem influência sobre a decisão eleitoral.
Como estará a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro?
A Quaest voltará a colocar Lula e Flávio frente a frente em uma eventual disputa de segundo turno, um dos dados mais aguardados da nova rodada.
O resultado será conhecido depois de uma pesquisa recente ter mostrado Flávio numericamente à frente do presidente em um confronto direto, ainda dentro de uma disputa apertada. A nova Quaest permitirá verificar como o instituto retrata esse cenário na reta final da campanha.
Além de Flávio, Lula será testado em segundo turno contra Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Em todos os casos, o entrevistado poderá escolher um dos candidatos, votar em branco ou nulo, dizer que não iria votar ou declarar que ainda não decidiu.
O que mostrou a última pesquisa Quaest?
Na rodada divulgada nesta semana, Flávio Bolsonaro apareceu pela primeira vez desde abril numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno da Quaest. O senador marcou 42%, contra 40% do presidente. Como a margem de erro era de 2 pontos percentuais, o resultado configurou empate técnico. Na pesquisa anterior do instituto, os dois tinham 41%.
Nos demais cenários de segundo turno, Lula marcou 41% contra 39% de Ronaldo Caiado, 41% contra 38% de Renan Santos, 45% contra 33% de Romeu Zema e 38% contra 36% de Augusto Cury. As diferenças contra Caiado, Renan e Cury estavam dentro da margem de erro.
No primeiro turno, Lula manteve a liderança, com 36% das intenções de voto, ante 31% de Flávio. Augusto Cury apareceu com 7%, enquanto Renan Santos e Ronaldo Caiado registraram 4% cada e Zema, 1%. Indecisos somaram 10%, e branco, nulo ou abstenção, 7%.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, tinha margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03607/2026.
O que a Quaest vai mostrar no primeiro turno?
A pesquisa terá um cenário estimulado de primeiro turno com treze candidatos. Antes disso, a Quaest fará a pergunta espontânea, na qual o eleitor responde em quem pretende votar sem receber uma lista de candidatos.
Depois, serão apresentados Clariana Barão, Edmilson Costa, Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Leonardo Avalanche, Lula, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Rui Costa Pimenta, Samara, Veterinário Wilson Grassi e Zema. O questionário também prevê as alternativas de voto branco ou nulo, abstenção e indecisão.
O eleitor já decidiu definitivamente seu voto?
Depois de o entrevistado indicar sua escolha no primeiro turno, a Quaest perguntará se a decisão é definitiva ou se ainda pode mudar caso algo aconteça até a eleição.
O dado permitirá medir o grau de consolidação dos eleitorados na reta final e identificar quanto espaço ainda existe para movimentações entre os candidatos.
A pesquisa também vai perguntar, independentemente da preferência do entrevistado, quem ele acredita que vencerá a eleição presidencial.
A crise no STF pode mexer no voto?
Esse será um dos principais recortes inéditos da nova pesquisa.
O questionário contextualiza uma sessão do STF em que ministros trocaram acusações e divergiram publicamente sobre a condução de casos relacionados às investigações do Banco Master. Primeiro, a Quaest perguntará se o eleitor já sabia do episódio. Depois, questionará diretamente se a crise reforça sua escolha para presidente, faz considerar uma mudança de voto ou não exerce influência sobre a decisão.
A formulação permitirá medir a percepção declarada dos próprios eleitores sobre eventual impacto do episódio, sem que seja necessário inferir uma relação entre a crise e oscilações nas intenções de voto.
Quem o eleitor associa mais ao caso Banco Master?
A Quaest também vai medir quem, na visão dos entrevistados, teve a imagem mais afetada negativamente pelo escândalo envolvendo o Banco Master.
As alternativas apresentadas serão Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, governo Lula e políticos do PT, Banco Central, governo anterior e família Bolsonaro ou todos eles. O entrevistado também poderá responder espontaneamente que nenhum desses grupos foi afetado.
O bloco aparece imediatamente antes das perguntas específicas sobre a crise no STF.
Como estarão a rejeição e o potencial de voto?
A pesquisa vai atualizar também o conhecimento, o potencial de voto e a rejeição de treze candidatos.
Para cada nome, o entrevistado poderá dizer que não o conhece, que conhece e poderia votar nele ou que conhece, mas não votaria nele de jeito nenhum. Entre os testados estão Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Caiado, Zema e Renan Santos.
O resultado permitirá comparar não apenas a intenção de voto atual, mas também o espaço potencial e os limites de cada candidatura.
Como estará a avaliação do governo Lula?
Outro bloco vai medir a aprovação e a avaliação do governo.
A Quaest perguntará se o eleitor aprova ou desaprova o trabalho de Lula, como classifica a administração entre ótima, boa, regular, ruim ou péssima e se considera o atual governo melhor, igual ou pior que o de Jair Bolsonaro.
A pesquisa também vai investigar a percepção econômica, perguntando se os preços dos alimentos caíram, ficaram iguais ou subiram no último mês e como a renda familiar se comportou diante do aumento do custo de produtos e serviços.
O medo de Lula ou da volta dos Bolsonaro pesa mais?
O questionário traz ainda uma pergunta sobre qual possibilidade provoca mais medo no eleitor: a volta da família Bolsonaro ao poder ou mais um mandato de Lula.
Também estão previstas respostas espontâneas de medo dos dois ou de nenhum dos dois.
A Quaest medirá ainda como o entrevistado se posiciona politicamente, com opções que vão de lulista a bolsonarista, passando por esquerda, independente e direita.
Qual a metodologia da pesquisa?
A pesquisa Quaest está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06004/2026. Serão entrevistados 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre 17 e 20 de setembro, em entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. O desenho amostral prevê sorteio probabilístico de municípios e setores censitários, com seleção posterior dos entrevistados por cotas. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A divulgação está prevista para segunda-feira, 21 de setembro.
VEJA+IA: Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







