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A preocupação da campanha de Lula com queda nas pesquisas em Minas Gerais

Petistas identificaram que presidente foi ultrapassado por Flávio Bolsonaro no Estado que concentra grande parte dos eleitores independentes do País

Por Ricardo Chapola Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 set 2026, 11h11 | Atualizado em 12 set 2026, 12h51
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Estrategistas que integram a campanha de Lula à reeleição se mostram  preocupados com a queda de desempenho do presidente nas pesquisas de intenção de voto em Minas Gerais divulgadas após o agravamento da crise institucional que atingiu em cheio o Supremo Tribunal Federal (STF) com a revelação de mais detalhes sobre os vínculos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com alguns ministros da Corte, particularmente Alexandre de Moraes.

Levantamentos publicados nos últimos dias mostram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassou o petista nas simulações de cenários de segundo turno. Na pesquisa divulgada pela Quaest, por exemplo, o filho de Bolsonaro apareceu pela primeira vez numericamente à frente de Lula, com 40% das intenções de voto. O petista registrou 37%.

Consultores da campanha de Lula temem que esse movimento se acentue em um Estado considerado estratégico, que concentra boa parte dos eleitores independentes do País, um dos maiores colégios eleitorais do país. “O resultado das pesquisas em Minas é o que mais nos preocupa neste momento”, afirmou um importante membro da campanha.

Os petistas identificaram que as suspeitas sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes como ex-banqueiro Daniel Vorcaro passaram a respingar no presidente, especialmente por causa da proximidade entre ele e o magistrado desde os eventos de 8 de janeiro.

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De acordo com a Quaest, a queda de desempenho de Lula tem sido registrada desde agosto do ano passado, quando o petista tinha 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 33%. Depois disso, Lula registrou 39% em abril e 38% em julho deste ano.

“Esse é o pior desempenho que a gente mensura no em Minas “, disse Felipe Nunes, diretor da consultoria Quaest. A diferença entre o petista e o seu principal adversário, porém, ainda segue dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais. As entrevistas foram feitas entre os dias 4 e 7 de setembro deste ano.

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