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A nova pressão de movimento impulsionador da PEC do fim da escala 6×1 sobre governo Lula

Apesar de quatro pedidos do Ministério do Trabalho, a ministra da Gestão, Esther Dweck, ainda não autorizou convocação de novos aprovados no último concurso

Por Marcelo Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jul 2026, 11h30 | Atualizado em 8 jul 2026, 14h11
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Um dos principais atores na articulação para trazer aos holofotes a PEC do fim da escala 6×1, o Movimento Vida Além do Trabalho está à frente de uma pressão para que o governo Lula recomponha o quanto antes o quadro de auditores fiscais do trabalho, considerado insuficiente para garantir a proteção dos trabalhadores e o cumprimento da legislação trabalhista no país.

O movimento faz cobrança direta à ministra da Gestão, Esther Dweck, que apesar de quatro pedidos formais do Ministério do Trabalho, ainda não autorizou a convocação de novos aprovados no último concurso.

“A falta de fiscais do trabalho é responsabilidade desta ministra”, diz o VAT em publicação com a foto de Esther. “É ela quem dá as cartas, mas a proteção do trabalhador não tem sido uma prioridade”, completa o post do movimento.

A demora ocorre em um momento de forte desgaste para a imagem do Brasil na área trabalhista. A Organização Internacional do Trabalho instaurou um procedimento formal para apurar o descumprimento, pelo país, da Convenção nº 81, que estabelece parâmetros internacionais para a inspeção do trabalho.

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A medida foi tomada após o Conselho de Administração da entidade aceitar denúncia apresentada pela Anafitra sobre o déficit histórico de auditores fiscais.

O cenário ganhou novos contornos em junho, quando os Estados Unidos incluíram o Brasil entre os países sujeitos à aplicação de uma sobretaxa de importação por supostas falhas no combate ao trabalho forçado. A medida, que pode chegar a 12,5%, amplia a pressão internacional sobre o país e reforça o debate sobre a necessidade de fortalecer os mecanismos de fiscalização das relações de trabalho.

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Hoje, pouco mais de 2.600 auditores fiscais são responsáveis por fiscalizar as condições de trabalho de mais de 103 milhões de trabalhadores brasileiros. Pelos parâmetros da OIT, o país deveria contar com aproximadamente 5.441 profissionais, mais que o dobro do efetivo atual.

Outra preocupação apontada é que serão os auditores quem fiscalizarão as medidas que serão aplicadas a partir da aprovação da PEC do fim da escala 6×1.

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