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A nova pesquisa Quaest sobre a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Também será testada a reação do eleitorado às tarifas dos Estados Unidos e ao apoio de Trump ao senador

Por Pedro Cardoso Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 jul 2026, 09h35 | Atualizado em 31 jul 2026, 15h11
A nova pesquisa Quaest sobre a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro Priorizar nos meus resultados Google

A Quaest registrou no Tribunal Superior Eleitoral uma nova pesquisa nacional sobre a disputa pela Presidência da República em 2026. O levantamento começa a ser realizado nesta sexta-feira, 31, com divulgação prevista para quarta, 5 de agosto.

Encomendada pelo Banco Genial, a pesquisa ouvirá 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, residentes em diferentes regiões do país. As entrevistas serão presenciais e domiciliares e a margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Quais cenários eleitorais serão testados?

A pesquisa medirá o conhecimento, o potencial de voto e a rejeição de doze possíveis candidatos à Presidência. A lista inclui Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Cabo Daciolo, Clariana Barão, Edmilson Costa, Augusto Cury, Hertz Dias, Leonardo Avalanche e Samara Martins.

Também serão testadas quatro hipóteses de segundo turno. Lula será confrontado separadamente com Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

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Que outros fatores podem pesar na escolha do presidente?

A Quaest investigará a importância atribuída à religião na escolha presidencial. Os entrevistados responderão se consideram relevante que o candidato acredite em Deus, pertença à mesma religião do eleitor ou ouça líderes religiosos ao tomar decisões.

A pesquisa também avaliará o conhecimento e a imagem de possíveis candidatos a vice-presidente, entre eles Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, Tereza Cristina, Aroldo Medina e Eduardo Girão.

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Outro bloco abordará o momento em que o eleitor costuma definir o voto para presidente, governador e senador, desde vários meses antes da eleição até o próprio dia da votação.

O que será perguntado sobre a eleição para o Senado?

O questionário verificará se o eleitor sabe quantos votos poderá dar para senador em 2026. Também perguntará qual atributo considera mais importante na escolha para o cargo.

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Entre as opções apresentadas estão ser indicado por Lula ou por Bolsonaro, manter-se independente da polarização, defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, apoiar o fim da escala de trabalho seis por um ou priorizar emendas e obras para o estado.

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Como o governo Lula será avaliado?

O levantamento medirá a aprovação e a avaliação do governo Lula, além da percepção sobre os rumos do país. Os entrevistados também responderão se as notícias divulgadas no último mês sobre a administração federal foram predominantemente positivas ou negativas.

A pesquisa perguntará ainda se a ampliação da isenção do Imposto de Renda beneficiou diretamente o entrevistado ou sua família e se a medida já provocou alguma mudança na renda. Outro bloco abordará o endividamento das famílias e o Desenrola 2.0

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Como será medida a percepção sobre a economia?

Os eleitores serão questionados sobre o desempenho da economia brasileira nos últimos doze meses e suas expectativas para o próximo ano. O levantamento também medirá a percepção sobre o preço dos alimentos, o poder de compra, a relação entre renda e inflação e a facilidade ou dificuldade para conseguir emprego.

O que será avaliado sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos?

A pesquisa perguntará qual é a imagem dos Estados Unidos entre os brasileiros e se o próximo presidente deve atuar como aliado, independente ou opositor do país.

O questionário também medirá o possível efeito de um apoio de Donald Trump a Flávio Bolsonaro. Outro conjunto de perguntas tratará das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, do impacto esperado para as famílias, da resposta do governo Lula e da reação considerada mais adequada pelo eleitor.

Os entrevistados ainda deverão indicar quem representa melhor, entre Lula e Flávio Bolsonaro, o discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil.

Quais episódios envolvendo Flávio Bolsonaro entrarão na pesquisa?

A Quaest medirá a repercussão do apoio do presidente argentino Javier Milei à candidatura de Flávio Bolsonaro e se esse gesto altera a disposição de voto dos eleitores.

Também será avaliado o uso, pela campanha, de um vídeo produzido por inteligência artificial com a imagem e a voz de Jair Bolsonaro.

O levantamento perguntará ainda sobre a decisão que proibiu visitas a Jair Bolsonaro, as declarações de Flávio a respeito das urnas eletrônicas e a reconciliação pública entre Flávio e Michelle Bolsonaro. Os entrevistados responderão se a participação de Michelle na campanha pode aumentar as chances eleitorais do senador.

Quais instituições terão a confiança medida?

A pesquisa avaliará o grau de confiança dos brasileiros em instituições e grupos como partidos políticos, Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, urnas eletrônicas, Forças Armadas, igrejas, Polícia Militar, Presidência da República, imprensa, bancos, redes sociais e Pix.

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Como será feita a pesquisa?

A amostra será formada em três etapas. Primeiro, o instituto fará o sorteio probabilístico dos municípios. Em seguida, serão selecionados os setores censitários visitados pelos entrevistadores. Dentro dessas áreas, a escolha dos participantes seguirá cotas de sexo, idade, renda familiar e escolaridade.

O levantamento prevê uma amostra composta por 53% de mulheres e 47% de homens. Os entrevistados também serão distribuídos por faixa etária, renda domiciliar e nível de instrução, de acordo com dados do TSE e do IBGE.

VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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