A nova pesquisa CNT/MDA sobre a disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro
Diferença entre o presidente e o senador recua de 12 para 9 pontos percentuais desde junho
A nova rodada da Pesquisa CNT de Opinião de agosto de 2026, divulgada nesta terça-feira, 11, aponta que Lula (PT) mantém a liderança sobre Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência, mas a distância entre os dois diminuiu em uma eventual eleição de segundo turno. O levantamento mostra o presidente com 48% das intenções de voto, contra 39,1% do senador. Na comparação com junho, a vantagem do petista caiu de doze para nove pontos percentuais.
A liderança de Lula também aparece no primeiro turno. No cenário estimulado, o presidente registra 42,4%, enquanto Flávio tem 28,7%. Ronaldo Caiado aparece com 4%, Romeu Zema com 3,8%, Renan Santos com 2,8% e Augusto Cury com 1,2%. Brancos e nulos somam 6,8%, e 7,2% estão indecisos.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula tem 35,3% e Flávio Bolsonaro, 22,4%. O levantamento registra ainda 30,7% de indecisos nesse cenário.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 5 e 9 de agosto. As entrevistas foram realizadas presencialmente, em domicílios e pontos de fluxo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O que mudou no confronto direto entre Lula e Flávio?
A redução da vantagem de Lula aparece na comparação com a rodada anterior. Em junho, o presidente tinha 49% em uma simulação de segundo turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de doze pontos. Agora, Lula marca 48% e Flávio chega a 39,1%.
A distância atual é de 8,9 pontos percentuais. Brancos e nulos representam 10,6%, enquanto 2,3% dos entrevistados permanecem indecisos.
A série da pesquisa mostra que, em abril, Lula tinha 45% e Flávio Bolsonaro, 40%. Em junho, a vantagem do presidente aumentou, antes de voltar a diminuir na rodada de agosto.
Quão consolidado está o voto dos dois?
Lula e Flávio Bolsonaro apresentam os maiores índices de definição de voto entre os candidatos testados. Entre os entrevistados que dizem votar no presidente no primeiro turno, 80% afirmam que a decisão é definitiva, enquanto 20% admitem que ainda podem mudar de opinião.
Entre os eleitores de Flávio, 79% dizem que o voto está definido e 21% ainda consideram uma mudança até a eleição. No conjunto do eleitorado, 71,2% dos que indicaram alguma escolha afirmam que sua decisão é definitiva, contra 28,8% que ainda podem mudar.
O levantamento também mostra espaço para uma candidatura fora dos dois principais polos. Questionados sobre sua preferência para a eleição presidencial, 35,6% dizem querer votar em Lula ou em um candidato apoiado por ele, 27,1% preferem alguém ligado à família Bolsonaro e 31,5% optam por um nome que não esteja associado nem a Lula nem aos Bolsonaro.
Quem enfrenta maior rejeição?
Flávio Bolsonaro aparece com rejeição superior à de Lula no levantamento sobre potencial de voto. O senador tem 42,1% de potencial (soma dos que dizem que votariam nele com certeza ou poderiam votar) e 54,5% afirmam que não votariam nele.
Lula registra potencial de voto de 52,6%, enquanto 46,2% dizem que não votariam no presidente.
Na pergunta espontânea sobre em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum, Flávio também aparece numericamente à frente, com 42,1%, ante 39,8% de Lula.
Onde Lula e Flávio Bolsonaro concentram suas maiores vantagens?
Os recortes do segundo turno mostram diferenças importantes entre grupos do eleitorado. Lula tem sua maior vantagem no Nordeste, onde registra 65%, contra 26% de Flávio Bolsonaro. O presidente também aparece à frente entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, com 54% a 31%, e entre os católicos, por 56% a 34%.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, lidera entre os evangélicos, com 53%, contra 33% de Lula. No Sul, o senador aparece com 46% e o presidente, com 39%. No conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste, Flávio tem 49% e Lula, 41%.
No Sudeste, os dois aparecem com 42% cada. As margens de erro variam de acordo com cada estrato pesquisado.
Como a polarização chega às disputas estaduais?
A divisão entre os dois campos também aparece na preferência dos entrevistados para as eleições estaduais. Ao serem questionados sobre em quem preferem votar para governador, 33% dizem optar por algum candidato apoiado pela esquerda e/ou por Lula, enquanto 26% preferem um nome apoiado pela direita e/ou por Flávio Bolsonaro.
Outros 24% manifestam preferência por um candidato independente, 7% por alguém apoiado por outro político e 10% não sabem ou não responderam.
VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







