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‘A montanha pariu um ridículo rato’, diz Moro sobre novos diálogos vazados

Ministro cita frase do romano Horácio usada para apontar resultado pífio diante da alta expectativa; ele voltou a pôr em dúvida autenticidade das conversas

Por Da Redação - Atualizado em 24 jun 2019, 11h27 - Publicado em 23 jun 2019, 22h15

O ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) disse neste domingo, 23, por meio do Twitter, que “a montanha pariu um ridículo rato”, para se referir a novas mensagens entre ele e o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, reveladas em reportagem produzida em parceria pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo site The Intercept Brasil.

A reportagem mostra que procuradores se articularam para proteger o então juiz em momento de tensão com o Supremo Tribunal Federal em decorrência da publicidade dada a documentos da Odebrecht que comprometiam políticos que tinha foro privilegiado na Corte.

O episódio, protagonizado pela Polícia Federal, que disponibilizou os nomes, ocorreu um dia depois de o minsitro do STF Teori Zavascki ter dado uma reprimenda em Moro por causa da divulgação das escutas telefônicas envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Vai parecer afronta”, disse Moro, claramente contrariado, aos procuradores.

No Twitter, Moro recorreu a uma frase em latim “parturiunt montes, nascetur ridiculus mus”, do poeta romano Horácio (65 a.c. a 8 a.c.), também popularizada pelo fabulista francês La Fontaine (1621 a 1695), que significa a frustração pelo resultado pífio diante da expectativa que havia sido gerada.

Reprodução/Reprodução

Em nota divulgada pelo Ministério da Justiça, Moro voltou a colocar em dúvida “a autenticidade de mensagens obtidas de forma criminosa e que podem ter sido editadas ou adulteradas total ou parcialmente” – o que o site The Intercept Brasil nega.

“Causa revolta que se tente construir um enredo com mensagens, cuja autenticidade não se pode reconhecer, a partir de fatos que envolvem um processo judicial público e que só atestam a correção e isenção com que o ministro atuou enquanto juiz federal na Operação Lava Jato”, disse o ministro na nota. “Ressalta-se que a invasão criminosa de celulares de autoridades públicas é objeto de investigação pela Polícia Federal”, completou.

 


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