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À Justiça, Dilma nega influência de Gleisi em cargos da Petrobras

Presidente do PT e o marido são réus no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Por Da Redação 28 jul 2017, 18h01

Em depoimento prestado nesta sexta-feira, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) negou que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o marido da parlamentar, o ex-ministro Paulo Bernardo, tenham feito pressão para manter Paulo Roberto Costa como diretor da Petrobras. Dilma também negou que qualquer pessoa tenha tentado influenciá-la para que Costa ficasse no cargo.

A ex-presidente prestou depoimento ao juiz instrutor Paulo Marcos de Farias, do gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). A ex-presidente foi arrolada como testemunha de defesa de Gleisi — atual presidente do PT — e de Paulo Bernardo no processo em que o casal responde por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Não ousariam”, respondeu Dilma, ao ser questionada se alguém pediu a ela para que Costa ficasse no cargo. “Ninguém pediu, ninguém achava que podia chegar perto de mim e dizer ‘não tira’.”

Costa, primeiro delator da Lava Jato, afirmou que Paulo Bernardo pediu 1 milhão de reais em propina para a campanha de Gleisi ao governo do Paraná, em 2010. Ambos negam a acusação. Em seu depoimento, Dilma disse que, como ministra da Casa Civil em seu primeiro mandato, Gleisi não tinha qualquer influência na escolha dos diretores da Petrobras e, muito menos, Paulo Bernardo, na época ministro das Comunicações. “Ela não participava, não era do âmbito dela.”

De acordo com a ex-presidente, Costa foi demitido porque havia uma má avaliação do seu trabalho por parte de Graça Foster, então presidente da Petrobras. “O que mais era colocado por ela era uma imensa inconformidade com o que a gente queria em um diretor. Não só não cumpria prazos como não dava satisfações”, disse.

A ex-presidente confirmou que teve diversas discussões com Costa, como ele havia relatado em sua delação. Segundo Dilma, eram divergências por visões diferentes de trabalho. “Não concordava muito com ele, não. Mas não tinha nenhum indício de qualquer coisa irregular da parte dele”, afirmou.

(Com Reuters)

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