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A jogada de Lula ao ampliar a coordenação de sua campanha

Ex-presidente ampliará número de conselheiros, incluindo no grupo representantes de outros partidos e quadros do PT, como ex-governadores e deputados

Por Daniel Pereira 1 Maio 2022, 09h52

O ex-presidente Lula pretende formar uma frente ampla, com políticos da esquerda à centro-direita, para derrotar Jair Bolsonaro, que, segundo o petista, representa uma ameaça real à democracia. O gesto mais evidente nesse sentido foi a escolha do ex-governador Geraldo Alckmin, que trocou o PSDB pelo PSB, para ser o vice na chapa presidencial do PT em 2022. Em breve, outras iniciativas serão adotadas, como a inclusão na coordenação de campanha de representantes dos partidos que declararem apoio a Lula.

O senador Randolfe Rodrigues já foi escalado para integrar o colegiado, em nome da Rede Sustentabilidade. O PCdoB também ganhará um assento. O mesmo deve ocorrer com PSOL e Solidariedade tão logo confirmem o embarque na campanha petista. Cobrado por centralizar demais as decisões, Lula promete oxigenar ainda mais a coordenação, ampliando o número de colegas de partido no grupo, do qual farão parte ex-governadores, como Wellington Dias (PI) e Jaques Wagner (BA), e deputados federais. Entre eles, Paulo Pimenta (RS) e José Guimarães (CE).

Até aqui, Lula era aconselhado por alguns poucos antigos conselheiros, como Aloizio Mercadante, Franklin Martins e Luiz Dulci. Em razão de uma disputa interna por poder e dinheiro, Martins deve deixar a coordenação de comunicação da campanha, como detalha uma reportagem da nova edição de VEJA, mas continuará na equipe do ex-presidente. Apesar dessa mudança pontual e do aumento do número de integrantes da coordenação, poucos acreditam que haverá grandes guinadas na campanha de Lula.

O motivo é simples: por uma necessidade eleitoral, o ex-presidente pode até ser obrigado a ouvir mais pessoas, mas, ao fim e ao cabo, como ocorre desde sempre, a decisão final será dele. E ponto final. “Todo mundo pergunta qual será a nossa política econômica? Será a política definida pelo Lula”, ilustra um resignado petista.

 

 

 

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