A explicação do TSE para a filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão
Tribunal determinou investigação do caso, que atrapalhou registro de candidatura à Presidência do senador
O TSE informou nesta quinta-feira que a filiação fraudulenta do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão não ocorreu por um hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim pelo “uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”.
Essa filiação atrasou o registro da candidatura de Flávio, que é do PL, à Presidência.
O presidente da Corte, ministro Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para a tomada de providências e determinou a abertura de um inquérito por parte da Polícia Judiciária.
Enquanto isso, o PL pediu ao TSE a desfiliação de Flávio do Missão, e o pedido já está sob análise.
O Missão disse ter sido vítima de fraude e afirmou ter avisado há 10 dias o gabinete do senador sobre a situação, mas que não houve resposta.
“Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE. O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos”, disse o partido.






