A evolução do patrimônio de Flávio Bolsonaro desde sua última eleição
Senador ficou 370% mais rico desde 2018, de acordo com dados fornecidos ao TSE
Flávio Bolsonaro (PL) registrou oficialmente sua candidatura à Presidência junto ao Tribunal Superior Eleitoral na noite desta quinta, 13, e declarou ter 8,1 milhões em patrimônio.
O valor é 370% maior do que ele tinha em 2018, quando se elegeu senador pelo Rio de Janeiro. Na época, ele disse ter 1.741.758 em bens — ou seja, ele enriqueceu 6,4 milhões em oito anos.
Em oito anos de mandato, Flávio recebeu aproximadamente 3,9 milhões em salários da Casa. É como se ele tivesse recebido o valor e não gastado um centavo, e ainda enriquecido mais 2,5 milhões.
A principal mudança no patrimônio do senador foi uma mansão adquirida em uma das regiões mais nobres de Brasília, o Lago Sul, estimada em 6,2 milhões. A propriedade foi quitada em 2024 –inicialmente, o financiamento pelo BRB era para ser quitado em 30 anos, mas em três anos, a dívida foi findada. Na época, Flávio disse que todos os recursos eram “fruto do suor de seu trabalho”. “Além da atividade parlamentar, sou empresário e advogado. Para a decepção de quem torce contra, todos os recursos, como sempre, são lícitos e fruto do suor de meu trabalho”, disse em nota.
Patrimônio é duas vezes maior do que o de Lula
O presidente declarou ter 4.775.650 no registro de candidatura apresentado ao TSE, concentrados principalmente em dois investimentos. Além disso, ele tem um terreno, uma casa em construção, um sítio e um apartamento, todos em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
Tanto Flávio quanto Lula, porém, estão distantes dos candidatos à Presidência mais ricos desta eleição, Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). O ex-governador de Minas Gerais declarou ter 178,7 milhões de reais em patrimônio, enquanto o escritor, 242 milhões.







