A estratégia por trás da aposta em Silvia Abravanel e outros famosos na eleição
No 'Ponto de Vista', editor afirma que nomes conhecidos fazem parte do plano das legendas para ampliar bancadas no Congresso
A candidatura de Silvia Abravanel a deputada federal por São Paulo coloca a filha de Silvio Santos em uma estratégia que, segundo o editor de VEJA José Benedito da Silva, deverá ser explorada por diferentes partidos nas eleições de 2026: recorrer a celebridades e rostos conhecidos como potenciais “puxadores de voto” para fortalecer suas bancadas no Congresso. A análise foi feita no Ponto de Vista, da VEJA, apresentado por Laísa Dall’Agnol (este texto é um resumo do vídeo acima).
Ao comentar o potencial eleitoral da apresentadora, José Benedito afirmou acreditar que ela chega à disputa com vantagens decorrentes tanto da popularidade de Silvio Santos quanto de sua própria exposição pública. “Acho que ela, inclusive, tem muita chance. É um nome muito forte, o recall do pai ainda é muito grande, mas mesmo assim ela tem a própria força”, disse o editor.
O que a candidatura de Silvio Santos em 1989 deixou como referência?
Ao recordar a tentativa de Silvio Santos de concorrer à Presidência, José Benedito afirmou que o apresentador apareceu como uma novidade em uma eleição marcada pela volta da escolha direta para o Palácio do Planalto. Silvio chegou a aparecer em pesquisas e no horário eleitoral e era visto por parte do eleitorado como uma alternativa aos principais grupos políticos daquele momento. Sua candidatura, porém, não chegou às urnas.
“Não prosperou porque houve irregularidades no registro da chapa e a candidatura acabou não acontecendo”, afirmou José Benedito. O apresentador não voltou a tentar uma disputa presidencial depois daquele episódio.
Por que Silvia Abravanel interessa à estratégia do PSD?
Para José Benedito, a entrada de Silvia na eleição deve ser observada para além do peso de seu sobrenome. O editor relacionou sua candidatura à prioridade dos partidos de aumentar o número de representantes eleitos para a Câmara. “Acho que ela se insere nessa eleição de 2026 numa estratégia adotada por alguns partidos que querem engrossar suas bancadas”, afirmou.
Na análise do editor, ampliar a bancada tornou-se uma prioridade central para as legendas por causa do peso que o número de parlamentares exerce sobre recursos e poder político. “Hoje, a coisa mais importante que existe para os partidos, mais do que eleger um presidente da República ou governadores, é fazer uma grande bancada”, disse. Segundo ele, uma bancada numerosa ajuda as siglas a ampliar recursos dos fundos eleitoral e partidário, além de aumentar sua influência sobre emendas.
Celebridades podem virar ‘puxadores de voto’?
É nesse contexto que, segundo José Benedito, entram as candidaturas de personalidades já conhecidas pelo público. “Ela se insere um pouco nessa estratégia de colocar alguém conhecido, um rosto popular ali para atrair votos”, afirmou sobre Silvia.
O editor ressaltou que a filha de Silvio Santos não é o único nome com trajetória fora da política mencionado nesse movimento eleitoral. Durante sua análise, citou apresentadores e atores que também estariam entrando na disputa por vagas na Câmara.
A lógica, segundo José Benedito, é transformar reconhecimento público em votos que ajudem não apenas o próprio candidato, mas também os projetos eleitorais das legendas.
Popularidade será suficiente para garantir votos?
Apesar de considerar que Silvia entra na eleição com potencial, José Benedito ponderou que ainda será necessário observar se a estratégia das legendas produzirá o resultado esperado nas urnas.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







