A crítica de Eduardo Leite aos candidatos que lideram as pesquisas no RS
Governador disse que seu vice, do MDB, ainda tem condições de crescer na campanha e subir nas pesquisas
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) criticou nesta quinta-feira, 27, a polarização das eleições em seu estado e disse que seu aliado e vice, Gabriel Souza (MDB), ainda tem condições de crescer nas pesquisas. Leite admitiu que tem divergências com Ronaldo Caiado, candidato a presidente de seu partido, mas disse que prefere focar nas pautas em que os dois concordam. Ele também garantiu que continuará sobre o palanque do aliado até o fim da disputa eleitoral deste ano.
Leite afirmou que a candidatura de Luciano Zucco (PL) é uma “aventura” e que Juliana Brizola é aliada ao PT, que “quebrou o Rio Grande do Sul”. Ele disse que quando se candidatou pela primeira vez, também largou em terceiro lugar e conseguiu crescer na campanha. Ao lado de outros três governadores — Eduardo Riedel (PP-MS), Rafael Fonteles (PT-PI) e Jorginho Mello (PL-SC) — Leite foi premiado no Ranking de Competitividade do Centro de Liderança Pública, em São Paulo.
“Agora é que vamos saber quem é o candidato que representa o nosso governo. A gente tem, de um lado, um candidato que é uma aventura. Nunca geriu nada, não foi prefeito, não foi secretário, não teve nada sobre os seus cuidados e faz apresentações muito vagas sobre o seu plano para o Estado. Do outro lado, uma candidata que apresenta um retrocesso, está aliada ao PT, que já quebrou o Rio Grande do Sul no passado”, disse o governador.
Ele destacou o crescimento do estado mesmo diante das enchentes e da crise fiscal e disse que Souza irá crescer na campanha. “A partir de agora, agora com a campanha na televisão, os eleitores vão conhecer os candidatos para poder tomar a sua decisão. Não há dúvida que Gabriel vai crescer e vencer as eleições”, disse.
As últimas pesquisas de intenção de voto para o governo do Rio Grande do Sul têm apontado um cenário polarizado: a ex-deputada Juliana Brizola (PDT) aparece com 38% das intenções de voto no levantamento desta semana feito pela Real Time Big Data, sucedida do deputado federal Luciano Zucco (PL), que tem 32% na simulação de primeiro turno. Souza, que é vice de Leite e é apoiado por ele, fica com 19% das intenções de voto.
O nome de Eduardo Leite é cotado como presidenciável há tempos. Neste ano, as especulações ficaram ainda mais fortes por conta da sua mudança do PSDB para o PSD e pelo fato de que ele não pode mais concorrer ao governo gaúcho, por estar no segundo mandato. Questionado sobre uma participação mais constante na campanha de Caiado, Leite admitiu que eles têm divergências, mas continuará no palanque do aliado e focado nas pautas em comum.
“O governador Caiado já foi várias vezes ao Rio Grande do Sul, estivemos juntos na convenção aqui em São Paulo, estive ao lado dele também e sempre que for chamado para atender, que eu puder colaborar, eu estarei à disposição para ajudar. Todo mundo sabe que temos estilos diferentes, formas de pensar diferentes aqui ou ali, mas eu não tenho dúvida de que, no espectro das candidaturas que estão postas, é a candidatura que oferece para o Brasil a oportunidade de romper com a polarização”, disse Eduardo Leite.
Mais tarde, ele complementou: “Eu prefiro focar nas convergências. Na convergência na pauta da segurança pública, da agenda de responsabilidade fiscal, da priorização da educação. (…) As divergências vão ser debatidas com transparência e tranquilidade”.







