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A contagem regressiva para Joaquim Barbosa desistir da candidatura à Presidência

Relator do processo do Mensalão, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal deve adiar mais uma vez o seu ingresso na política

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 jul 2026, 10h24
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Em maio de 2018, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa anunciou pelas redes socias a desistência de se candidatar à Presidência da República pelo PSB. Depois de alimentar a possibilidade de entrar na política por vários anos, ele se limitou a explicar que a decisão tinha caráter “estritamente pessoal”. Na época, o ex-ministro atingiu 10% das intenções de votos.

Joaquim desfrutava de alta popularidade. Ele tinha sido relator do processo do Mensalão — o esquema de corrupção montado pelo PT no primeiro governo Lula que desviava dinheiro público para subornar parlamentares e comprar apoio político no Congresso. Encerrado em 2014, o julgamento resultou na condenação de 24 réus, entre eles figurões como o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoino (PT).

Recentemente, o Democracia Cristã (DC) anunciou a pré-candidatura de Joaquim Barbosa. A ideia do partido era apresentar uma opção para a chamada terceira via, um nome que escapasse da polarização entre direita e esquerda. O nome do ex-ministro, no entanto, dessa vez não decolou.

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada no último dia 1º dava apenas 1% dos votos para o magistrado. Por isso, a  expectativa é que ele anuncie a desistência nos próximos dias.

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O presidente do DC,  ex-deputado João Caldas, conversou com Joaquim há alguns dias, tentando convencê-lo a disputar a eleição presidencial.  O ministro teria reclamado da falta de condições políticas, como a necessidade de uma aliança de partidos fortes. “Ele sempre falou desde o início: ‘se eu não tiver a mínima condição, João, como é que eu vou fazer?’”, reproduziu o presidente do DC.

Para João Caldas, a dificuldade em formar uma aliança está relacionada aos interesses das grandes legendas. “Os partidos querem eleger deputados federais para ter acesso ao fundo partidário. Não querem nem saber quem vai ser o presidente do Brasil”, diz o ex-deputado.

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O presidente do DC destaca o perfil de Joaquim Barbosa como mais uma fonte de dificuldade. “É muito difícil fazer aliança, principalmente com um homem como Joaquim, que tem um perfil independente, um cara que tem compromissos com a Democracia, que não é clientelista”, diz João Caldas.

Quando deixou o cargo de ministro do STF, em 2014, e começou a ser sondado para entrar na política, Joaquim já reclamava das dificuldades. “Os partidos maiores têm seus caciques, que não vão querer abrir as portas pra mim”, dizia.

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