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A aliados, Cunha admite elo com contas na Suíça, diz jornal

Presidente da Câmara adiantou a parlamentares sua defesa. Para negar que tenha mentido à CPI da Petrobras, dirá que, embora controle as contas, elas estão em nome de empresas

Alvo de processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e denunciado pela Procuradoria-Geral da República por envolvimento no esquema do petrolão, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pretende admitir que controla as contas na Suíça atribuídas a ele – mas insistirá que não mentiu à CPI da Petrobras ao dizer que não possuía contas bancárias não declaradas no país europeu, já que elas estão em nome de empresas. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

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De acordo com a reportagem, Cunha adiantou a estratégia de defesa a parlamentares aliados nos últimos dias. Segundo deputados ouvidos pelo jornal, o peemedebista sustentará a tese de que não mentiu ao colegiado, uma vez que foi perguntado se era o titular das contas. Mentir aos pares é considerado no Congresso forte motivo para cassação de mantado, mas o Código de Ética estabelece que ocultar parte relevante do patrimônio é quebra de decoro.

Políticos ouvidos pela reportagem afirmam ainda que Cunha alega desconhecer a origem do 1,3 milhão de francos suíços depositados em 2011 em uma das contas pelo lobista João Augusto Henriques, preso pela Lava Jato. E que o dinheiro movimentado nas contas tem origem em negócios legítimos feitos entre os anos 80 e 90. Seu erro, alega o parlamentar, foi apenas não ter declarado essas contas até hoje.