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‘A 1ª vez que sentei para falar a verdade, fui preso’, diz Saud

Ex-executivo da JBS, cuja delação foi suspensa, ficou em silêncio na CPMI da JBS. Ele afirma que voltará a falar quando tiver 'direitos restabelecidos'

Por Estadão Conteúdo 31 out 2017, 16h28

Apesar de ter preferido não responder às perguntas da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, o ex-diretor de relações institucionais da J&F Ricardo Saud falou sobre a situação que vive e disse que foi preso após falar a verdade.

“As palavras do senhor, que eu quero ajudar o país, eu quero, mas a primeira vez que eu sentei para falar a verdade eu fui preso. Já pensou se eu continuar falando? Então eu vou ficar calado”, disse Ricardo Saud, em depoimento na CPMI, nesta terça-feira, após questionamentos sobre comentários que havia feito sobre “querer ajudar o Brasil”.

Em outro momento, Saud também voltou a este assunto. “Uma pessoa que faz cinco ações controladas, com cinco a dez pessoas da PF, vai sentar com a PGR depois e mentir?”, indagou.

O ex-executivo está com o acordo de colaboração premiada suspenso, por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse em vários momentos que preferia não responder qualquer questionamento feito pelos deputados e senadores. Ele explicou que só voltará a colaborar com Justiça quando seus direitos forem restabelecidos.

“Eu queria, não frustrando vossas excelências, lembrar que a suspensão do meu acordo de delação premiada está cautelado e vou permanecer calado seguindo meu direito constitucional. Tão pronto sejam restabelecidos meus direitos, eu voltarei a colaborar com a Justiça”, afirmou Ricardo Saud aos parlamentares.

 

Diante da negativa, senadores e deputados tentaram convencê-lo falar em sessão fechada, sem a presença da imprensa, mas Saud repetiu a justificativa. “Eu não me escondo. Quando minhas premissas forem restabelecidas, eu quero falar e muito”, afirmou.

O acordo de delação premiada de Ricardo Saud foi suspenso desde que vieram à tona gravações feitas pela JBS que apontaram omissões feitas pelo delator e pelo dono do grupo, Joesley Batista. A suspensão foi autorizada por Edson Fachin, a pedido do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. O cancelamento em definitivo do acordo também já foi pedido por Janot, mas aguarda uma nova decisão de Fachin.

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