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O risco da não aprovação de Eduardo Bolsonaro como embaixador nos EUA

Thomas Traumann explica como funciona o processo que pode colocar o filho do presidente Bolsonaro no maior cargo da diplomacia brasileira

O presidente Jair Bolsonaro decidiu indicar o filho Eduardo como embaixador brasileiro em Washington. Historicamente, essa é a posição mais importante da diplomacia brasileira, tanto pela dependência do Brasil em relação aos Estados Unidos como pela pauta econômica.

Mas o presidente terá muitas dificuldades para aprovar o nome do filho para o cargo no Senado. Para começar, a sabatina da comissão de relações exteriores de defesa nacional, que duraria por volta de três horas fosse qualquer outro indicado, deve durar o dia inteiro, já que será televisionada. Depois, acontece uma votação secreta dos 19 integrantes da comissão. Hoje, segundo as contas do governo, Eduardo tem garantidos 9 votos a favor e outros 7 contra. Os três votos restantes dizem que só vão decidir depois de ouvir a sabatina de Eduardo. Mesmo que ele perca na comissão, o que importa é a votação no plenário do Senado. Mas, novamente, será uma votação secreta. E dos 81 votos da Casa, também de acordo com dados do governo, ele só tem 33 contra 29 da oposição.

Então existe um risco real de uma derrota. E de uma humilhação para o presidente Jair Bolsonaro.

Entenda neste episódio do podcast Traumann Traduz: