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As investigações do caso Marielle e a reação do presidente Bolsonaro

Thomas Traumann analisa o envolvimento do nome do presidente na investigação do assassinato da vereadora no Rio de Janeiro

Por Da Redação - Atualizado em 30 out 2019, 19h21 - Publicado em 30 out 2019, 18h53

No Brasil existe tudo, menos tédio. Reportagem da TV Globo exibida nesta terça-feira, 29, citou o nome de Jair Bolsonaro na investigação do caso Marielle Franco. De acordo com a matéria, a Polícia Civil do Rio de Janeiro teve acesso ao caderno de visitas do condomínio Vivendas da Barra, na Zona Oeste do Rio, onde têm casa o presidente e o ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado da morte da vereadora do PSOL. Conforme as informações divulgadas pelo JN, no dia 14 de março de 2018, horas antes do crime, o ex-PM Élcio de Queiroz, outro suspeito, teria anunciado ao porteiro do condomínio que iria visitar Jair Bolsonaro e acabou indo até a casa de Lessa.

Bolsonaro estava em Brasília no dia 14 de março de 2018 e registrou presença em duas sessões na Câmara, onde exercia o mandato de deputado federal, versão também mostrada pela reportagem.

procuradora do Ministério Público Simone Sibilio, chefe do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), confirmou que o porteiro que envolveu o nome do presidente Jair Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco mentiu em depoimento à Polícia Civil.

Mas a reação do presidente da República foi assustadora. Revelou um desequilíbrio incompatível com o cargo que ocupa. O que Bolsonaro precisa fazer é parar de se jogar como uma vítima de conspirações que não existem e se preocupar com coisas mais importantes, como o desemprego e a falta de crescimento do país.

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