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A saída de Moro do Ministério da Justiça e a crise no governo Bolsonaro

Augusto Nunes, Dora Kramer e Ricardo Noblat avaliam os impactos da saída de Sergio Moro do governo Bolsonaro

Por Da Redação - Atualizado em 24 abr 2020, 17h22 - Publicado em 24 abr 2020, 16h33

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira, 24. Em seu pronunciamento de despedida, ele disse que avisou o presidente Jair Bolsonaro que a interferência no comando da Polícia Federal seria política e que o problema não é “alguém que entra, mas quem entra”. Ele lembrou também que o presidente lhe deu carta branca quando ele decidiu deixar de ser juiz da Operação Lava-Jato, – foi magistrado por 22 anos – para assumir o posto. “Quando fui convidado para ser ministro, em 1º de novembro, tivemos uma conversa sobre combate à corrupção e ao crime organizado. Foi dada carta branca para nomear pessoas para todos esses órgãos, incluindo a Polícia Federal”, disse.

Dora Kramer afirma que nunca viu nada parecido e avalia que Moro saiu atirando com muita força em Jair Bolsonaro, especialmente ao falar em mentira cometida pelo governo quando disse que diretor-geral da Polícia Federal, delegado Maurício Valeixo, teria pedido exoneração. Moro também reclamou de uma interferência explícita de Bolsonaro no comando da Polícia Federal.

Ricardo Noblat espera também uma reação da Polícia Federal sobre a tentativa de Jair Bolsonaro de tomar o comando da corporação. Ele acredita que Moro entregou elementos suficientes para uma eventual aceitação de um pedido de impeachment de Jair Bolsonaro.

Augusto Nunes afirma que a decisão de Bolsonaro foi suicida e dificilmente haverá uma saída para o presidente.

 

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