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A postura (e a situação) de Bolsonaro na crise do coronavírus

Dora Kramer, Ricardo Noblat e Ricardo Rangel analisam os desdobramentos da crise do coronavírus na política brasileira

Por Da Redação - Atualizado em 3 abr 2020, 17h38 - Publicado em 3 abr 2020, 17h14

A crise do coronavírus encerra mais uma semana e o presidente Jair Bolsonaro segue envolvido em polêmicas. Na terça­-feira 31, o chefe do Planalto foi à televisão e trocou o tom beligerante e negacionista de sempre pela moderação. Mas, nas redes sociais, ele retomou a estratégia do confronto e reproduziu um vídeo com informações falsas a fim de atacar os governadores e fomentar na população o temor de uma crise de desabastecimento de alimentos. 

Dora Kramer diz que Bolsonaro está cada vez mais isolado dentro e fora do país em uma situação em que pode perder as condições de governar. Ela ainda avalia como grave ter o STF sendo obrigado a derrubar uma a uma as decisões do presidente e acredita que a situação de Bolsonaro ficará muito complicada depois do fim da crise do coronavírus.

Ricardo Rangel avalia que a postura de Jair Bolsonaro é mais do mesmo. Ele sempre ensaia que vai recuar, mas depois dobra a aposta. Ele considera que a declaração sobre o ministro Mandetta à rádio Jovem Pan, quase o demitindo ao vivo, é muito grave e a discussão pública entre os dois leva a situação a uma insustentabilidade. Para ele, Bolsonaro está em uma rota suicida.

Para Ricardo Noblat, Bolsonaro fez mais uma aposta errada e está perdendo o apoio até nas redes sociais, onde era mais forte. O colunista acha até que o presidente parece querer que seu mandato seja interrompido.

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Os colunistas também falam como estão lidando com a quarentena.

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