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A entrevista de Sergio Moro e suas consequências para o governo Bolsonaro

Dora Kramer, Ricardo Noblat e Augusto Nunes analisam a entrevista concedida por Sergio Moro à revista VEJA

Por Da Redação - Atualizado em 1 Maio 2020, 17h08 - Publicado em 1 Maio 2020, 17h05

A revista VEJA desta semana traz uma entrevista exclusiva com o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, na qual ele afirma que apresentará ao STF provas de suas acusações contra Jair Bolsonaro, revela que é vítima de intimidação e que o presidente nunca priorizou o combate à corrupção

Dora Kramer afirma que já esperava que Moro tivesse provas para apresentar contra Bolsonaro. Mas na entrevista, ao dizer que respeita e tem admiração pelo presidente, Moro já procura desenhar um cenário em que as provas soem técnicas e não tenha margem a nenhum tipo de argumentação relacionado a divergências ou desapreço ao ex-chefe.

Ricardo Noblat avalia que a entrevista, por mais cuidadosa que ela tenha sido, foi uma pancada forte no presidente da República. Apesar disso, neste momento, a ordem no Congresso é não criar tumultos e seguir o caminho que o STF mandar trilhar.

Augusto Nunes lembra que Bolsonaro nunca escondeu que queria acesso direto ao diretor da PF e não consegue imaginar qual a consequência disso. Se Moro estiver mesmo falando a verdade, o que pode acontecer, questiona o colunista. Nunes acha improvável um processo de impeachment neste momento, já que seria mais uma confusão grande na vida de um país que já enfrenta uma pandemia e uma crise econômica, além de também não haver condições políticas para isso neste momento.

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