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Vitória demite Gallo e Brasileirão chega a 12 trocas de técnico

Clube baiano demitiu o treinador após três derrotas seguidas e menos de dois meses de trabalho. Ele se juntou ao time dos desempregados do Brasileirão

Por Da redação 21 jul 2017, 11h37

Campeonato Brasileiro de 2017 fez mais uma vítima após a 15ª rodada. Na manhã desta sexta-feira, o Vitória anunciou a demissão do técnico Alexandre Gallo, que teve menos de 50 dias de trabalho. Penúltimo colocado do Brasileirão com 12 pontos, o clube baiano perdeu as últimas três partidas.

“O Esporte Clube Vitória informa que o técnico Alexandre Gallo foi desligado da função de treinador do time rubro-negro de futebol, na manhã desta sexta-feira. O Leão agradece toda dedicação do profissional, que esteve à frente do elenco em 11 jogos e não poupou esforços para tirar o time da situação incômoda no Campeonato Brasileiro. Um exemplar profissional, que terá sempre portas abertas no clube pelo seu profissionalismo e competência na função de treinador”, anunciou o clube.

Gallo dirigiu o Vitória em 11 jogos, com três vitórias, dois empates e seis derrotas, aproveitamento de 33% dos pontos. A 15ª rodada também derrubou o técnico Roger Machado do Atlético-MG e Pachequinho, do Coritiba. O Vitória se juntou ao Atlético-PR e se tornou o segundo time a trocar duas vezes de técnico só nesta edição do Brasileirão: antes de Gallo, Petkovic foi demitido.

  • O Brasileirão já acumula 12 trocas de treinador: 11 demissões e a saída de Guto Ferreira, que decidiu trocar o Bahia pelo Inter. Em 2017, apenas Avaí, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Ponte Preta e Vasco ainda não trocaram de treinador. Veja abaixo as alterações já realizadas neste Campeonato Brasileiro.

    Abaixo, a lista de técnicos demitidos do Brasileirão 2017:

    Atlético-PR – Paulo Autuori – 2ª rodada

    O Atlético-PR fez manobra semelhante à do Vitória. Paulo Autuori foi o treinador do clube paranaense até a segunda rodada do Campeonato Brasileiro (com duas derrotas) e passou ao cargo de manager. Eduardo Baptista, ex-Palmeiras, foi contratado para a posição de técnico.

    Eduardo Baptista – 8ª rodada

    Logo após a saída de Paulo Autuori do comando do clube paranaense, Eduardo Baptista assumiu o cargo. Entretanto, o novo treinador não acumulou bons resultados: em 13 jogos, foram cinco vitórias, três empates e cinco derrotas, e a demissão foi oficializada um dia após o empate em 1 a 1 com Chapecoense, pela 12ª rodada do Brasileiro.

    Sport – Ney Franco – 2ª rodada

    Ney Franco foi demitido no dia 24 de maio, após o Sport perder a final da Copa do Nordeste para o Bahia e o time conquistar apenas um ponto em duas rodadas do Campeonato Brasileiro. Em seu lugar entrou Vanderlei Luxemburgo, que em apenas uma partida sagrou-se campeão pernambucano, em vitória de 1 a 0 sobre o Salgueiro.

    Santos – Dorival Júnior – 4ª rodada

    O Santos demitiu Dorival Júnior no dia 4 de junho, após a derrota para o Corinthians por 2 a 0, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O revés foi gota d’água para a diretoria. O motivo real que circulou nos bastidores foi um desgaste no relacionamento de Dorival com alguns jogadores do time. Elano treinou o time interinamente em duas partidas (com duas vitórias) e deu lugar a Levir Culpi.

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    Atlético-GO – Marcelo Cabo – 4ª rodada

    Com um desempenho de quatro derrotas em quatro jogos no Campeonato Brasileiro, o Atlético-GO demitiu o técnico Marcelo Cabo no dia 5 de junho. O clube goiano contratou Doriva, que segue no cargo apesar do time ainda estar em último lugar no torneio.

    Vitória – Petkovic – 4ª rodada

    O Vitória trocou seu comando na quarta rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 4 de junho, com uma campanha de um empate e três derrotas. No entanto, o clube baiano não demitiu o sérvio Petkovic, então treinador, mas o alçou a diretor de futebol. Para o seu lugar chegou Alexandre Gallo.

    Alexandre Gallo – 15ª rodada

    O treinador assumiu na quinta rodada e foi demitido após 11 jogos, com três vitórias, dois empates e seis derrotas, aproveitamento de 33% dos pontos, deixando o time em penúltimo.

    Bahia – Guto Ferreira  – 4ª rodada

    Guto Ferreira deixou o Bahia após receber convite para treinar o Internacional na Série B do Campeonato Brasileiro. Até então, ele havia comandado o time baiano na primeira divisão em três rodadas, com uma vitória e duas derrotas. O tetracampeão mundial Jorginho foi escolhido como seu substituto.

    São Paulo – Rogério Ceni – 11ª rodada

    A aventura de Rogério como treinador terminou nesta segunda-feira, 3 de julho, um dia após a derrota por 2 a 0 para o Flamengo, na Ilha do Urubu. O ex-goleiro deixou o time paulista com 50,4% de aproveitamento: 14 vitórias, 13 empates e dez derrotas. Com Rogério, o time foi eliminado das primeiras competições do ano (Paulistão, Copa do Brasil e Sul-Americana) e ocupa a zona de rebaixamento do Brasileirão. 

    Chapecoense – Vagner Mancini – 11ª rodada

    O treinador escolhido para reestruturar a equipe depois da tragédia que matou 71 pessoas na Colômbia foi demitido após empate em 3 a 3 com o Fluminense. Com Mancini, o time rapidamente conseguiu bons resultados: foi campeão do Campeonato Catarinense e chegou a se classificar à segunda fase da Copa Libertadores matematicamente, mas foi eliminado por causa da escalação irregular do zagueiro Luiz Otávio. A Chape também começou bem o Brasileiro e chegou a liderar o campeonato nas primeiras rodadas, mas caiu nas últimas semanas. Sem vencer desde a sétima rodada (2 a 1 sobre o Vasco, em 14 de junho), a Chapecoense ocupava à época a 15ª colocação do Brasileirão, com 14 pontos. Mancini deixou a Chapecoense com 21 vitórias, 10 empates e 15 derrotas em 46 partidas.

    Coritiba – Pachequinho – 15ª rodada

    Ex-atacante do clube e conhecido por ser um “eterno interino”, Pachequinho não resistiu a uma sequência de nove jogos sem vitória e encerrou sua mais longa passagem no cargo: foram 28 jogos, com 13 vitórias, seis empates e nove derrotas.

    Atlético-MG – Roger Machado – 15ª rodada

    O técnico foi contratado ao final de novembro do ano passado, para substituir Marcelo Oliveira, demitido depois da partida de ida da final da Copa do Brasil, contra o Grêmio. Com a equipe mineira, foi campeão estadual de 2017 em cima do Cruzeiro, mas não teve consistência nas atuações. No Brasileiro, foram cinco vitórias, cinco empates e cinco derrotas, enquanto na Libertadores, Machado deixou o clube com uma derrota no jogo de ida das oitavas de final, contra o Jorge Wilstermann.

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