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Vasco marca nos acréscimos, bate o Flu e vai à final do Carioca

Na decisão, time do técnico Zé Ricardo enfrenta o Botafogo, que eliminou o Flamengo

O Vasco viu a vaga para a decisão do Campeonato Carioca ser do Fluminense por mais de 90 minutos, mas não desistiu. E teve em Fabrício seu herói improvável. Aos 49 do segundo tempo, o lateral aproveitou uma chance na área e marcou o gol que selou o triunfo de virada por 3 a 2, no Maracanã, nesta quinta-feira, dando ao time cruzmaltino a classificação.

Giovanni Augusto abriu o placar para o Vasco, Pedro e Sornoza viraram e o Fluminense teve chances para matar o jogo. Não o fez, e pagou caro por isso. Paulinho deixou tudo igual e, na base da raça, Fabrício selou uma improvável classificação a segundos para o apito final.

Na decisão, o Vasco terá pela frente um antigo conhecido, que se tornou “freguês” nos últimos anos. O time cruzmaltino vai encarar o Botafogo, que derrotou nas finais de 2015 e 2016, quando ficou com o título. Ao Fluminense, resta encontrar explicações para a perda de uma vaga que estava nas mãos.

O início do duelo desta quinta foi equilibrado, estudado, com um bom momento de cada lado, ambos em chutes de fora. Riascos mandou por cima. Ayrton Lucas parou em boa defesa de Martín Silva. Aos poucos, porém, o Vasco ganhou o campo de ataque, abusando das jogadas pelo meio, e não demoraria para chegar ao primeiro gol.

Aos 26 minutos, Yago Pikachu recebeu pela esquerda em condição legal. O lateral partiu para cima, colocou a bola entre as pernas de Richard e cruzou para a área. Renato Chaves falhou feio e entregou no pé de Giovanni Augusto, que fuzilou para a rede.

O gol acordou o Fluminense, que passou a exercer aquilo que tem de melhor: as jogadas pelas pontas, com os laterais. Aos 38, Gilberto recebeu na entrada da área, girou com extrema facilidade para cima de Fabrício e cruzou da linha de fundo. Pedro chegou pelo meio, sozinho, para desviar para a rede.

O Fluminense cresceu na partida, tomou o domínio para si e virou o placar logo no início do segundo tempo. Aos três minutos, Gilberto foi calçado na meia-lua. Sornoza cobrou a falta sem muita altura, mas a barreira abriu e matou Martín Silva. A bola ainda tocou na trave antes de entrar.

Precisando de dois gols, Zé Ricardo imediatamente abriu o time ao colocar Andrés Rios e Paulinho nas vagas de Galhardo e Wagner. O Fluminense aproveitou e teve a chance de matar o confronto no contra-ataque. Aos nove, Sornoza arrancou sozinho desde o meio de campo e finalizou buscando o ângulo esquerdo, mas errou por pouco

Faria falta, porque na base da pressão, o Vasco foi ganhando campo, até chegar ao empate aos 24 minutos, no talento de Paulinho. O atacante tabelou com Wellington e finalizou de fora da área, no canto esquerdo de Júlio César, que nem foi para a bola.

O cenário estava desenhado: embalado, o Vasco era todo ataque, enquanto o Fluminense se fechava e sonhava com um contragolpe para matar o jogo. E apesar dos inúmeros atacantes, o time cruzmaltino pouco assustava.

Isso até os 49 minutos, quando Fabrício, um dos piores em campo, se tornou herói. Após cobrança de falta para a área, Riascos desviou de cabeça para o lateral, que conseguiu um espaço e, mesmo com pouco ângulo, encheu o pé, vencendo Júlio César e garantindo o triunfo heroico.

 

Comentários

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  1. Fluminense é um timeco de fracassados. E tem sido assim desde sempre. O último título de relevância deste timeco foi em 2012. Não c ulpo os jogadores, mas sim uma presidência/diretoria despreparada, desorganizada e corrupta. Mesmo que o Fluminense fosse uma empresa de fundo de quintal do interior da Amazônia, sendo subsidiada com aportes bilionários de rec ursos financeiros ilícitos, ela já teria falido há muito tempo.

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