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Vasco: Justiça anula votos da urna 7 e Brant passa Eurico

Atual presidente do clube carioca ainda deve recorrer da decisão, que descartou 475 votos considerados irregulares

Por Gazeta Press - 16 nov 2017, 13h57

A juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cívil do Rio de Janeiro, concedeu liminar nesta quinta-feira em que anula a validação da urna 7, suspeita de ter sido fraudada, nas eleições presidenciais do Vasco. Desta maneira, Julio Brant, da chapa “Sempre Vasco Livre”, passa a ser o vencedor da disputa com Eurico Miranda e Fernando Horta, responsável por entrar com o requerimento na Justiça.

Na urna 7 havia 475 votos, majoritariamente a favor de Eurico Miranda. Os sócios que tiveram seus votos computados, entretanto, possuíam fichas de cadastro duvidosas, em que não constavam número de telefone reais, tampouco endereços. Justamente por isso, a suspeita de fraude ganhou força e, pelo menos por enquanto, o candidato da situação passa a ter sua vitória não reconhecida.

Com a exclusão dos votos supostamente irregulares, Julio Brant termina es eleições presidenciais com 1933 votos, contra 1683 de Eurico Miranda, da chapa “Reconstruindo o Vasco”. Agora, o Conselho Deliberativo deverá fazer uma convocação para a escolha do presidente administrativo do Vasco, entretanto, o prosseguimento do processo eleitoral não deve fluir normalmente.

Eurico Miranda, que negou qualquer tipo de sabotagem nas eleições presidenciais, deverá recorrer da decisão da Justiça. Em meio a acusações de ambos os lados, o filho do atual presidente vascaíno, o Euriquinho, chegou, inclusive, a revelar à imprensa sobre supostas ligações do ex-jogador do Vasco, Felipe, ao atual elenco para que boicotassem a diretoria através de derrotas em campo. O ex-meio-campista que marcou época no clube carioca é um dos grandes aliados de Julio Brant.

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