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União na arquibancada: o trunfo do Corinthians no clássico

O clima de guerra virou passado e o apoio das arquibancadas fez a diferença no clássico. Tudo o que o líder do Brasileirão precisava para voltar a vencer

Por Alexandre Senechal - 5 nov 2017, 22h07

A interação entre a torcida e o time do Corinthians foi o fator fundamental para a mudança de comportamento dentro de campo na vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras, neste domingo, na Arena Corinthians. As torcidas organizadas se uniram para cantar juntas durante os 90 minutos e a equipe teve boa atuação depois de quatro partidas sem vencer. A soma destes dois fatores colocou a vantagem do líder do Campeonato Brasileiro em seis pontos sobre o Santos, agora o segundo colocado, apenas a seis rodadas para o final.

Na véspera do confronto, 32 mil torcedores foram ao treinamento aberto – e gratuito – para demonstrar o apoio ao Corinthians. No clássico, 46.090 pagantes registraram o recorde da Arena, superando os 46.017 da final do Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta, em maio. Até setores historicamente mais silenciosos da Arena Itaquera, como o Oeste, cantaram e gritaram pelo time. E mesmo após o segundo gol do Palmeiras no segundo tempo não houve críticas – talvez para não minar a moral dos jogadores. A equipe sentiu o apoio: marcação apertada, entrega e, principalmente, uma grande atuação após quase um mês sem vitórias.

O clima de guerra se encerrou com a chegada do clássico. Após a derrota para a Ponte Preta, em Campinas, no último domingo, os muros da sede do Corinthians foram pichados com as frases “Vagabundos”, “Ou jogam por amor ou por terror” e “Acabou a paz!”. O resultado negativo significava que o Palmeiras assumiria a liderança do Brasileirão se vencesse seu jogo contra o Cruzeiro, na segunda-feira, e o duelo deste domingo.

O ponto negativo mais uma vez foi  para os contínuos gritos de “bicha” ao goleiro Fernando Prass, do Palmeiras, a cada reposição de bola em cobranças de tiro de metas, e, é claro, a mais um clássico paulista sem a presença de torcedores adversários no estádio, algo que não resolve  a questão da violência.

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